Já se passaram mais de 7 meses desde que o primeiro caso de COVID-19 surgiu em Portugal. Desde que este vírus nos forçou a nível mundial a uma adaptação a novas realidades, muito se aprendeu sobre o mesmo e muitas mais investigações se encontram em curso. Agora, um novo estudo Australiano vem indicar que o vírus SARS-CoV-2 poderá ficar nas superfícies mais tempo do que inicialmente se estimava, mediante o material da superfície.

De acordo com os autores do estudo, procurou-se determinar o tempo de vida do vírus em superfícies de forma a determinar os riscos de transmissão por contaminação de superfícies. Os resultados obtidos vêm colocar em causa inclusive outros estudos que indicavam poucos dias de permanência do mesmo em algumas superfícies, como maçanetas, portas, roupa e afins.

Focando neste estudo em concreto, os cientistas envolvidos na investigação determinaram que, mediante as superfícies, o novo coronavírus pode resistir em superfícies até o dobro do tempo que o vírus comum da gripe. Os cientistas testaram quantos dias são necessários para a redução de 50% da presença do vírus nas amostras, analisando diferentes superfícies a 3 temperaturas diferentes: 20ºC, 30ºC e 40ºC. Tal experiência foi feita em salas escuras, de modo a que a radiação ultravioleta não interferisse na mesma.

Desta experiência, resultaram dados muito interessantes, resumidos na tabela seguinte. Quanto maior a temperatura, mais rapidamente decai a presença do vírus nas amostras. Em termos práticos, falamos de 9.13 dias a 20ºC dias para "desaparecer" 50% do vírus em notas de papel, 6.23 dias para vidro na mesma temperatura, ou 5.96 dias para aço inoxidável. Num caso de um smartphone, composto por diversos materiais, falamos de cerca de 28 dias até que o vírus desapareça completamente do equipamento. Outra observação que podemos retirar daqui é que para temperaturas mais baixas, o vírus permanece mais dias numa superfície, pelo que o inverno que se aproxima é propício à propagação do coronavírus.

Tempo decorrido para a redução de 50% do vírus SARS-CoV-2 nas amostras.

Com este estudo ganha-se uma nova consciência que as práticas de higiene deverão ser reforçadas, já que o SARS-CoV-2 pode manter-se ativo por longos períodos de tempo em superfícies. Para isso, deves higienizar as mãos e superfícies frequentemente, não esquecendo o uso da máscara como medida de prevenção. Para quem também quer cuidar da higienização do seu smartphone, existem soluções no mercado que permitem a limpeza dos mesmos, como toalhetes à base de álcool ou pequenas cabines em formato de caixa de luz ultravioleta onde poderás colocar o teu smartphone dentro para a desinfeção.

Se tens produtos Apple podes seguir as recomendações de limpeza presentes no site oficial da empresa.

Aconselhamos-te a que sigas as normas indicadas pela Direção Geral da Saúde (DGS), procura evitar comportamentos de risco e mantém a higienização frequente das mãos e superfícies com soluções à base de álcool. Protege-te e protege quem te rodeia.