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# Opinião - MacBook com A18 Pro não terá rivais nos próximos dois anos
- URL: https://www.ifeed.pt/opiniao-macbook-com-a18-pro-nao-tera-rivais-nos-proximos-dois-anos/
- Published: 2025-11-27T12:00:22.000Z
- Updated: 2025-11-28T09:23:12.000Z
- Author: Pedro Carvalho
- Tags: Opinião

Há vários rumores que avançam para a possibilidade da Apple vir a lançar um portátil com o “processador” de um iPhone. Ora, mas que tipo de implicações poderá isso ter? Em grande medida, teoricamente, bem grandes para o mercado dos computadores, dado o sucesso que todos sabemos a Apple costuma ter ao introduzir produtos disruptivos.

A verdade é que, ainda que continue a ser um portátil, o seu custo de fabrico e de venda pode ser bem menor, permitindo à empresa norte-americana alcançar novos utilizadores. No passado, a empresa de Cupertino introduziu o modelo de 12”, mas este continuava a ter alguns aspetos questionáveis e, por isso, não alcançou o sucesso pretendido.

Contudo, o novo equipamento deverá trazer um ecrã parecido ao do [modelo Air](https://www.ifeed.pt/ipad-pro-ou-macbook-air-a-resposta-pode-ser-mais-facil-do-que-pensas/) – ligeiramente mais pequeno –, o tal processador A18 Pro, e novas cores. Alguns analistas acreditam, por sua vez, que poderia vir a representar 1/5 das vendas totais de MacBooks no futuro. Afinal, o preço do mesmo deverá fixar-se entre 600 e 700€, e aí é que entra a derradeira questão.

![macbook pro on white wooden desk](https://images.unsplash.com/photo-1616400619175-5beda3a17896?crop=entropy&cs=tinysrgb&fit=max&fm=jpg&ixid=M3wxMTc3M3wwfDF8c2VhcmNofDExfHxtYWNib29rJTIwfGVufDB8fHx8MTc2MzM5NTY2MXww&ixlib=rb-4.1.0&q=80&w=2000)

### O que acontecerá ao mercado dos portáteis?

O lançamento de um MacBook económico com esse processador teria um impacto significativo no mercado dos portáteis, sobretudo pela forma como poderia redefinir a perceção de valor dentro do ecossistema Apple.

Até agora, a marca tem mantido uma barreira de entrada relativamente alta, com o MacBook Air a posicionar-se como o modelo mais acessível – mas mesmo assim, caro. A introdução de um portátil abaixo desse patamar, com preço potencialmente entre os 600 e 700 €, abriria a porta a novos segmentos de consumidores – mais estudantes, jovens profissionais e utilizadores que procuram mobilidade sem investir em modelos *premium*.

Do ponto de vista competitivo, este movimento poderá pressionar fabricantes como Lenovo, HP ou ASUS, que dominam a faixa média do mercado. Porém, como saberás, dominam um segmento de mercado onde os portáteis não têm, de todo, o mesmo tipo de qualidade de fabrico dos equipamentos da Apple. Seja pela sua carapaça, ou pelo ecrã, esses portáteis não são, de todo, *premium*, nem oferecem esse *feeling*.

Com efeito, ao oferecer um produto com *design* apelativo, integração total no seu ecossistema e desempenho suficiente para tarefas quotidianas, a Apple poderá conquistar quota de mercado num segmento onde tradicionalmente não tem presença forte. Além disso, a utilização dos processadores para iPhone, sinaliza uma aposta clara na eficiência energética e na otimização de custos de produção, o que pode traduzir-se em maior autonomia e preços mais competitivos.

![black and silver laptop computer](https://images.unsplash.com/photo-1582056615449-5dcb2332b3b2?crop=entropy&cs=tinysrgb&fit=max&fm=jpg&ixid=M3wxMTc3M3wwfDF8c2VhcmNofDI0fHxtYWNib29rfGVufDB8fHx8MTc2MzM5NTY4Nnww&ixlib=rb-4.1.0&q=80&w=2000)

Empresas como a Asus, HP ou Lenovo não conseguirão, rapidamente, fazer frente ao novo MacBook – sem dúvida alguma. O que vimos acontecer com a chegada do M1, poderá ser agora revivido por essas fabricantes e pela Microsoft – que verá a quota de mercado do Windows diminuir face ao [macOS](https://www.ifeed.pt/quais-macs-podem-atualizar-para-o-novissimo-macos-tahoe/).

Há riscos para a Apple? Sim, mas são poucos. Se o preço se aproximar demasiado do MacBook Air, o novo modelo poderá ser visto como redundante, criando confusão na gama. Por outro lado, se o desempenho for demasiado limitado, corre o risco de ser percecionado como um “iPad com teclado”, sem justificar a escolha face a concorrentes Windows mais versáteis. O equilíbrio entre preço, performance e posicionamento será, portanto, determinante.

Assim, este MacBook económico tem potencial para democratizar o acesso ao universo Apple e alterar dinâmicas no segmento médio dos portáteis. Se a Apple conseguir alinhar preço competitivo com experiência fluida, poderá não só expandir a sua base de utilizadores, mas também forçar os concorrentes a reverem as suas estratégias.

Agora basta esperar pelo início de 2026 e, quem sabe, ver quão disruptiva a empresa liderada por Tim Cook conseguirá ser, lançando um portátil muito acessível, eficiente e com um *design* *premium*.