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2026 é um ano de transição para o Apple Watch

2026 é um ano de transição para o Apple Watch
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Quem esperava uma transformação profunda no Apple Watch em 2026 poderá ter de esperar mais algum tempo. O Apple Watch Series 12 e o Apple Watch Ultra 4 deverão chegar ainda este ano, mas as alterações previstas parecem concentrar-se sobretudo no desempenho e nas funcionalidades de saúde e atividade física.

De acordo com Mark Gurman, da Bloomberg, nenhum dos dois modelos deverá apresentar mudanças significativas no design face aos atuais Apple Watch Series 11 e Apple Watch Ultra 3. A Apple estará, assim, a preparar mais uma geração visualmente familiar, reservando alterações verdadeiramente profundas para 2027 ou 2028.

Touch ID no Apple Watch perde força

Nas últimas semanas, alguns rumores apontaram para a possível integração do Touch ID no Apple Watch Series 12. O sensor biométrico poderia ser colocado no botão lateral, na Digital Crown ou até sob o ecrã, permitindo autenticar pagamentos, desbloquear aplicações protegidas ou confirmar outras operações sem depender do código de acesso.

No entanto, a previsão de que não existirão grandes alterações de design torna essa possibilidade cada vez menos provável. Embora a integração no botão lateral não obrigasse necessariamente a uma transformação exterior radical, o Touch ID representaria uma mudança suficientemente importante na arquitetura interna e na experiência de utilização para, provavelmente, ter sido destacada entre as principais novidades.

Outro rumor, proveniente de uma fonte com um historial menos consistente, sugeria que o Apple Watch Series 12 poderia utilizar uma nova bracelete com um sensor de saúde integrado. Mark Gurman não fez qualquer referência a essa solução, pelo que também deverá ser encarada com alguma prudência.

Finalmente, um novo processador

A atualização mais concreta poderá surgir no interior do relógio. Tanto o Apple Watch Series 11 como o Apple Watch Ultra 3 utilizam atualmente uma variante do processador S10, originalmente introduzido com o Apple Watch Series 10 e com o Apple Watch Ultra 2.

Isto significa que a arquitetura de processamento dos modelos mais recentes pouco evoluiu durante várias gerações. A introdução de um novo chip — previsivelmente denominado S11, embora a designação ainda não esteja confirmada — poderá proporcionar o primeiro aumento real de desempenho do Apple Watch em vários anos.

Na utilização diária, não é provável que o relógio passe subitamente a parecer muito mais rápido. No entanto, um processador mais eficiente poderá melhorar a abertura de aplicações, o processamento de dados de saúde, as funcionalidades inteligentes do watchOS e, eventualmente, a autonomia.

Também poderá criar a base técnica necessária para futuras funcionalidades baseadas em inteligência artificial, especialmente à medida que a Apple procura tornar o Apple Watch mais autónomo relativamente ao iPhone.

Melhorias na saúde e na atividade física

A Apple deverá igualmente introduzir melhorias ainda não especificadas no acompanhamento da saúde e da atividade física.Estas novidades poderão envolver sensores mais precisos, novos algoritmos de análise ou formas adicionais de interpretar os dados já recolhidos pelo relógio.

Nem todas as funcionalidades de saúde exigem necessariamente novos sensores: várias das capacidades mais recentes do Apple Watch resultaram da combinação entre o hardware existente, novos modelos de análise e estudos clínicos. Por enquanto, contudo, não existem indicações concretas sobre quais serão as novas métricas ou funcionalidades incluídas no Series 12 e no Ultra 4.

Apple Watch SE 4 fica de fora

A gama de 2026 também não deverá incluir um Apple Watch SE 4. A ausência não será propriamente surpreendente.

A Apple lançou o Apple Watch SE 3 em 2025 e esta linha mais acessível tende a ter ciclos de renovação mais longos do que os modelos Series. Assim, a oferta deverá continuar composta pelo Apple Watch Series 12, pelo Apple Watch Ultra 4 e pelo atual Apple Watch SE 3.

As grandes mudanças ficam para 2027 ou 2028

Embora 2026 possa revelar-se um ano relativamente discreto, a Apple, como é evidente, estará a desenvolver alterações mais substanciais para o futuro do relógio.

Essas mudanças poderão chegar dentro de um ou dois anos e envolver um novo design, uma reorganização dos componentes internos e sensores de saúde mais avançados. Alguns rumores anteriores apontaram também para alterações no sistema de encaixe das braceletes, embora isso pudesse tornar incompatíveis muitas das braceletes acumuladas pelos utilizadores ao longo da última década.

A Apple parece, portanto, estar a seguir uma estratégia semelhante à utilizada noutros produtos: manter o design atual durante mais uma geração enquanto prepara uma reformulação tecnológica mais profunda.

Medição da glicose continua no horizonte

Mais distante está uma das funcionalidades mais ambiciosas alguma vez associadas ao Apple Watch: a medição não invasiva da glicose no sangue.

A Apple trabalha nesta tecnologia há vários anos, procurando desenvolver um sistema capaz de analisar os níveis de glicose sem agulhas ou perfuração da pele. A solução investigada recorreria a sensores óticos e a um laser para analisar substâncias presentes sob a pele.

Segundo Mark Gurman, a empresa mantém o objetivo de lançar uma funcionalidade relacionada com a glicose até 2030. Isso não significa necessariamente que o primeiro sistema apresente valores exatos semelhantes aos de um medidor clínico.

Uma implementação inicial poderá limitar-se a identificar tendências ou alertar o utilizador quando os níveis parecem estar a subir para uma zona preocupante, em vez de apresentar uma medição precisa em miligramas por decilitro.

Apesar de alguns sinais recentes de progresso no desenvolvimento, a tecnologia continua a ser descrita como estando a vários anos de distância de um produto comercial.

Uma geração de transição

O Apple Watch Series 12 e o Apple Watch Ultra 4 deverão, assim, representar uma evolução conservadora da gama atual.

Um processador mais rápido, melhorias na monitorização da saúde e do exercício e possíveis ganhos de eficiência poderão tornar os novos modelos mais completos. Contudo, quem já utiliza um Series 10, Series 11, Ultra 2 ou Ultra 3 dificilmente encontrará, com base nas informações atualmente disponíveis, uma razão irresistível para atualizar.

Tudo indica que a verdadeira mudança do Apple Watch não acontecerá em 2026. Este poderá ser apenas o ano em que a Apple prepara silenciosamente o hardware necessário para aquilo que pretende lançar depois.

É natural, visto que estamos entre o fim do mandato de Tim Cook, e a implementação de toda uma nova visão de John Ternus, supostamente ancorada nos tempos áureos de John Ive, em que a Apple era tão impactante – e principalmente surpreendente - tanto no design como na qualidade dos seus produtos.

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