Já está disponível o novo Creator Studio da Apple, um novo pack de subscrição pensado para criadores de conteúdos que reúne, num único plano, algumas das suas ferramentas profissionais mais relevantes para vídeo, áudio, imagem e produtividade.
O serviço tem um custo mensal de 12,99€ ou 129€ por ano e destina‑se sobretudo a quem já trabalha de forma intensiva no ecossistema macOS e iPadOS. A proposta da Apple assenta numa lógica de integração profunda entre aplicações, sistema operativo e hardware, algo que a empresa de Cupertino tem vindo a reforçar nos últimos anos.

Com efeito, o Creator Studio inclui aplicações como:
- Final Cut Pro para edição de vídeo
- Logic Pro para produção musical e áudio
- Pixelmator Pro para edição de imagem
- Motion para gráficos animados
- Compressor para exportação e compressão de vídeo
- MainStage para performance musical ao vivo.
Por sua vez, a subscrição desbloqueia ainda funcionalidades avançadas nas aplicações como o Pages, Numbers e Keynote, com acesso a templates premium, conteúdos gráficos adicionais e ferramentas de automação baseadas em inteligência artificial. Um dos pontos centrais deste pack é precisamente a introdução de funcionalidades exclusivas que não estão disponíveis nas versões compradas individualmente, como pesquisa de vídeo por transcrição de áudio no Final Cut Pro, músicos virtuais e análise harmónica automática no Logic Pro ou ferramentas avançadas de mockups e deformação no Pixelmator Pro.
Ora, mas como se destaca de propostas concorrentes? Quando comparado com a Adobe Creative Cloud, o Creator Studio surge como uma alternativa mais simples e financeiramente acessível. A Adobe continua a dominar áreas como design gráfico, fotografia e composição avançada, com ferramentas como Photoshop, Illustrator ou After Effects, amplamente adotadas em estúdios, agências e equipas multidisciplinares.

Em contrapartida, a proposta da Apple é mais coesa e intuitiva, com uma curva de aprendizagem menos acentuada e uma integração muito forte entre aplicações, algo particularmente apelativo para criadores independentes, freelancers ou pequenos estúdios que trabalham exclusivamente em Mac ou iPad. A grande limitação do Creator Studio face à Adobe continua a ser o facto de estar totalmente dependente do ecossistema Apple, enquanto a Creative Cloud é multiplataforma e mais modular.
Outras soluções no mercado seguem filosofias diferentes. O DaVinci Resolve, por exemplo, é extremamente forte na edição e correção de cor, com uma versão gratuita bastante completa, mas não oferece um conjunto tão abrangente de ferramentas fora do vídeo. A Affinity Suite aposta num modelo sem subscrição e é muito competente em design e imagem, mas não cobre áreas como áudio ou vídeo profissional. Já plataformas como o Canva privilegiam a rapidez, a colaboração e a acessibilidade, sendo ideais para conteúdos rápidos e marketing digital, mas ficam longe do nível de controlo e profundidade exigido em contextos profissionais mais exigentes.
Finalmente, um paralelo interessante pode ser feito com o Microsoft 365. Tal como o Creator Studio, o M365 é um agrega várias ferramentas num único ecossistema, combinando aplicações maduras com serviços na cloud e funcionalidades de inteligência artificial. No entanto, enquanto o Microsoft 365 está claramente orientado para produtividade, colaboração e trabalho empresarial – com Word, Excel, PowerPoint, Teams e Copilot no centro da experiência – o Creator Studio foca‑se quase exclusivamente na criação de conteúdos criativos.
Assim sendo, sem dúvida alguma que o Creator Studio da Apple deverá fazer abanar o mercado e as propostas dos concorrentes, seja pela vertente criativa, seja pela parte da produtividade. O que não deixa dúvidas é que se torna algo realmente relevante para quem usa produtos Apple – como o iPad e o Mac.