É um tema recorrente, sempre que sai para o mercado um novo equipamento seja, smartphone, computador, etc., lá estão os benchmarks a classificarem os ditos.

Na verdade como alguém sábio disse um dia “isso vale o que vale”, ou seja, para a maior parte de nós, comuns mortais, isso é só mais um indicador ao qual deve ser dada importância relativa.

Sem querer descredibilizar os referidos testes, é imperativo que a tua decisão de comprar ou não um equipamento seja guiada mais pelos exemplos de utilizadores na sua vida diária.

Os habituais benchmarks poderão ser condicionados por diversos fatores externos, o que pode, em diversos casos, significar resultados diferentes para os mesmos equipamentos.

Voltando ao Macs com processador M1 a verdade é que eles são rápidos e eficientes e isso já está a ser comprovado por todos, muito para além dos benchmarks, no “mundo real”.

Com efeito, o importante para a maior fatia dos utilizadores é o desempenho no ritmo de trabalho do dia a dia com as aplicações e tarefas, o habitualmente chamado “workflow”.

Como é obvio este "workflow" varia de utilizador para utilizador, contudo há determinadas tarefas que podendo ou não ser comuns as todos, determinam que se o Mac é rápido a fazer “aquilo”, vai ser rápido a fazer “isto”.

Para comprovar isso há já vários testes a surgirem online. Abaixo vamos citar alguns exemplos com tarefas generalistas.

O M1 no mundo real

Descompactar um ficheiro é uma tarefa que todos os utilizadores de Mac estão sujeitos e, por isso, é um bom exemplo.

Foi o pensamento do desenvolvedor Paul Hudson que, via Twitter, partilha uma comparação do seu novo MacBook Pro 13” equipado com M1, versus o MacBook Pro de 16” equipado com Intel Core i9, 8 cores e 64 GB RAM. A tarefa selecionada foi então, descompactar o ficheiro “Xcode 12.3 beta”.

O resultado é de alguma forma surpreendente e o MacBook Pro com o novo M1 completa a tarefa em cinco minutos enquanto que, o modelo com Intel, demora pouco mais de treze minutos.

Também Matthew Panzarino do TechCrunch usou a rede social Twitter para expor os resultados dos seus testes, obtendo os mesmos cinco minutos a descompactar o “Xcode 12.3 beta”, embora aqui o seu MacBook Pro 16” foi mais rápido que o mencionado acima.

Mais ainda, Panzarino testa a abertura de apps sequencialmente e o resultado é impressionante conforme podem verificar no vídeo que o mesmo postou no Twitter.

Ao nível da bateria também os resultados do jornalista do TechCrunch impressionam pela positiva, conforme a tabela abaixo.

Imagem TechCrunch

Tempo ainda para observar um pouco dos testes publicados pelo Dieter Bohn do The Verge, que jogou Shadow of Tomb Rider no novo MacBook Air com M1. Mais impressionante é que o jogo não estando otimizado para Apple Silicon, rodou via Rosetta 2 a 36 FPS. Não esqueçam que estamos a falar de um computador com GPU integrada e sem ventoinha para ajudar à refrigeração.

Tanto no MacBook Air (que não tem ventoinha) como no MacBook Pro de 13”, ambos equipados com o novo Processador M1, diversos utilizadores que já os testaram em tarefas mais pesadas, testemunharam que não registam qualquer tipo de aquecimento.

Porém, nem tudo são maravilhas, e a webcam 720p presente em ambos, apesar de a Apple apregoar melhorias, a verdade é que citando o jornalista do The Verge, continua "terrível".

Outros problemas haverá com toda a certeza, e também algumas operações em que o processador M1 irá deixar a desejar, mas tal como referi anteriormente cada um terá que avaliar o seu “workflow”. Na minha opinião todos os computadores agora lançados com Apple Silicon serão mais do que satisfatórios para a grande maioria dos utilizadores.