iPad Air M4 vs. M3 - Um upgrade meramente incremental

iPad Air M4 vs. M3 - Um upgrade meramente incremental

O novo iPad Air com M4 representa uma evolução muito contida face ao modelo do ano anterior. Mas, até que ponto são tão distintos assim? Teoricamente, as semelhanças são mesmo muitas, mas, na hora de optares por um ou por outro, faz sentido estares a par de todas as semelhanças e aspetos diferenciais entre os dois modelos.

Com efeito, a Apple manteve praticamente intacta a experiência geral, apostando sobretudo numa atualização interna que passa quase única e exclusivamente pelo novo processador M4, mais memória unificada e tecnologias de conectividade mais recentes.

À primeira vista, trata‑se do mesmo iPad Air de sempre, com o mesmo design, autonomia anunciada e até as mesmas opções de cor, mas com hardware ligeiramente mais moderno no interior.

A principal diferença entre as duas gerações está no salto do processador M3 para o M4. Embora o ganho de desempenho em tarefas do dia a dia seja modesto, o M4 introduz melhorias estruturais importantes, maior largura de banda da memória e um motor neural significativamente mais rápido - cerca de 111% mais capaz que o do iPad Air com M3. Ou seja, pensado para cargas de trabalho de inteligência artificial e aprendizagem automática. A Apple foca claramente na questão da inteligência artificial e do uso da Apple Intelligence, e em como o M4 proporciona uma experiência muito mais aprimorada.

O novo processador é fabricado com um processo de 3 nanómetros mais avançado, o que permite ganhos de eficiência energética sem comprometer a performance. Ainda assim, para a maioria dos utilizadores, estas melhorias dificilmente se traduzem numa diferença perceptível no uso quotidiano.

Por outro lado, outro ponto relevante é o aumento da memória unificada, que passa de 8GB para 12GB. Este reforço contribui para uma maior margem de longevidade do equipamento, sobretudo para quem utiliza aplicações mais exigentes ou mantém várias tarefas em simultâneo.

No entanto, mesmo aqui, o impacto prático será limitado para quem já utiliza um iPad Air recente, uma vez que o desempenho do modelo anterior continua a ser mais do que suficiente para navegação, produtividade leve, consumo de conteúdos e até edição ocasional.

No campo da conectividade, há boas diferenças. A Apple substituiu componentes de terceiros por soluções próprias, incluindo um novo processador de rede e um modem celular desenvolvido internamente. O suporte para Wi‑Fi 7 e Bluetooth mais recente coloca o iPad Air ao nível dos padrões mais atuais, garantindo maior velocidade e estabilidade em redes compatíveis. Ainda assim, estas vantagens só serão plenamente sentidas em contextos muito específicos, já que a maioria das redes domésticas e públicas continua a operar em normas anteriores.

No balanço final, o iPad Air com M4 é uma atualização incremental, pensada sobretudo para quem está a comprar um iPad novo agora e quer garantir hardware mais atual e preparado para os próximos anos.

Para utilizadores que já tenham um iPad Air com M3, ou mesmo modelos com M1 ou M2, não há razões fortes para justificar a troca. A Apple limita‑se a assegurar que o iPad Air continua a ocupar o seu lugar intermédio na gama – mais potente e versátil do que o iPad base, mas sem o preço elevado e os extras do iPad Pro.