iPhone Duo passa a ser compatível com o Apple Pencil a partir do iOS 27.2

O suporte para o Apple Pencil no iPhone Duo, prometido para "este ano", já funciona na versão de teste do iOS 27.2. Só o modelo USB-C é compatível, custa 89€ e funciona nos dois ecrãs.

iPhone Duo passa a ser compatível com o Apple Pencil a partir do iOS 27.2

Quando apresentou o iPhone Duo, a 9 de setembro, a Apple garantiu suporte para o Apple Pencil (USB-C) "ainda este ano", sem data. A página portuguesa do Duo continua a dizer apenas "Disponível este ano". Afinal, a espera deverá contar-se em dias. O analista Max Weinbach, da Creative Strategies, mostrou o Pencil a funcionar no Duo com a versão candidata do iOS 27.2, distribuída na passada segunda-feira aos programadores. A Apple ainda não anunciou a data de lançamento do iOS 27.2, mas a expectativa é que chegue ao público na próxima semana, poucos dias depois de o Duo ter chegado às lojas.

Só um modelo serve. A Apple refere apenas o Apple Pencil (USB-C), que em Portugal custa 89€, e deixa de fora o Apple Pencil Pro e as gerações anteriores. Quem já usa um Pencil Pro no iPad terá de comprar outro. A escolha pesa no tipo de uso. Na comparação publicada pela Apple, o modelo USB-C oferece precisão, baixa latência e sensibilidade à inclinação, mas não é sensível à pressão, o que o aproxima mais de uma ferramenta de notas e anotações do que de um instrumento de desenho. A Apple diz que funciona nos dois ecrãs, o interior de 7,6 polegadas e o exterior de 5,4, e aponta como usos tomar notas, esboçar e anotar documentos.

O hardware ajuda a perceber porque faz sentido. Aberto, o Duo tem 5,2 mm de espessura, pesa 254 gramas e mostra um ecrã de 1878 por 2670 píxeis, com 430 píxeis por polegada e acabamento de nanotextura que a Apple descreve como mate. Fechado, fica com 11,3 mm. Escrever no ecrã exterior permite apontar algo rapidamente sem abrir o telefone, algo que os dobráveis da Samsung nunca permitiram. Fica por explicar onde se guarda o Pencil. No iPad, o modelo USB-C prende-se magneticamente à lateral, e a Apple não diz se o Duo tem essa possibilidade.

A Samsung fez o caminho inverso. Os Galaxy Z Fold3 a Fold6 aceitavam a S Pen Fold Edition, vendida à parte e apenas no ecrã interior. No Z Fold7, em 2025, a Samsung retirou a camada digitalizadora do ecrã para tornar o telefone mais fino, e a caneta deixou de funcionar. Os Z Fold8 deste ano continuam sem suporte. A Apple chega aos dobráveis com caneta nos dois ecrãs precisamente quando o maior concorrente desistiu dela. Dentro da própria Apple, o iPad mini (A17 Pro), com 8,3 polegadas, aceita o Pencil Pro e o modelo USB-C, e continua a ser a escolha para quem precisa de pressão e de gestos como apertar ou rodar a caneta.

Antecipar o Pencil não fecha todas as lacunas de software. Segundo a imprensa norte-americana, a Apple só deverá lançar mais para o fim do ano uma versão da função Reachability que aproxima a interface na horizontal, pensada para ecrãs mais largos do que o habitual. As primeiras análises também apontam apps de terceiros ainda não adaptadas, que surgem com barras pretas nos lados. O Pencil chega antes de parte do sistema estar pronta para o formato.

Para quem paga pelo menos 2399€ por um Duo a pensar em trabalho, os 89€ do Pencil são o acessório que mais o aproxima de um iPad. A Apple cumpre a promessa semanas antes do que tinha dito, mas a limitação ao modelo mais simples, sem pressão e sem forma confirmada de o prender ao telefone, mostra que a caneta no Duo foi pensada para notas rápidas e não para substituir o iPad mini.