Os mais recentes smartphones topo de gama oficializados pela Samsung, o Galaxy Note 20 e Galaxy Note 20 Ultra, foram apresentados ao mundo no início de agosto durante o Unpacked 2020, e com o lançamento da série iPhone 12 programado para ocorrer nos próximos meses, inevitavelmente comparações entre ambos irão acontecer.

Como todos os fãs de tecnologia, acompanhamos de perto os rumores e fugas de informação relacionados aos vindouros equipamentos da maçã e, até então, as expectativas têm sido altas em relação à presença de muitas features mas inevitavelmente, algumas delas vão acabar por ficar de fora.

Pensando nisso, listamos alguns recursos que adoraríamos ver na nova série de iPhones e que, possivelmente, tornariam os iDevices concorrentes ainda mais fortes quando comparados aos novos phablets da Samsung.

Ecrã de 120 Hz


Antes mesmo da sul-coreana, a Apple já incluía a tecnologia em questão, nomeada ProMotion, nos ecrãs do iPad Pro, entregando uma experiência de uso ainda mais precisa se toma notas ou desenha com o Apple Pencil.

A Samsung só começou a explorar este recurso nos seus smartphones em 2020 com o lançamento da série Galaxy S20 que, como diferencial, traziam painéis OLED com bordas finas, cores vibrantes e pretos profundos. Porém, a taxa de atualização elevada chegou com algumas limitações como, por exemplo, o facto de só poder ser ativada quando o utilizador reduz a resolução do painel para Full HD+.

Levando em consideração que a maçã já trabalha com 120 Hz nos ecrãs LCD do iPad Pro, nada mais natural do que implementar também a tecnologia na sua próxima linha de smartphones – nem que ela fique restrita apenas ao iPhone 12 Pro e 12 Pro Max.

Rumores já especulam a presença de tal recurso nos telefones, porém, alguns veículos sugerem que a empresa de Tim Cook pode acabar por deixar de fora para aperfeiçoar, visando uma melhor autonomia de bateria, algo que seria alcançado com avanços dos painéis LTPO. Quem sabe em 2021?

Carregamento sem fio reverso

A Samsung também tem explorado bastante a tecnologia de carregamento reverso (Wireless Powershare) nos seus equipamentos mais caros, permitindo que os terminais funcionem como uma espécie de carregador sem fios para acessórios como fones e smartwatches.

A funcionalidade também está presente na série Galaxy Note 20 e faria todo o sentido que a Apple também a incluísse no iPhone 12 e suas variantes: afinal de contas, a companhia também oferece wearables como o Apple Watch e fones como os AirPods e AirPods Pro.

Em 2019, rumores sugeriam que o recurso estrearia na linha iPhone 11, porém, ele acabou por ser deitado fora, algo que, de acordo com o analista Ming-Chi Kuo, teria ocorrido devido à tecnologia não ter atendido os altos padrões exigidos pela maçã.

De facto, não seria mau poder recarregar os AirPods e o Apple Watch sem a necessidade de nenhum tipo de cabo ou adaptador, não é verdade?

Ecrã dividido

Nos últimos anos temos visto diversas empresas lançarem smartphones com o ecrã cada vez maior, e esta foi uma tendência que teve início na linha Galaxy Note da Samsung – que, diga-se de passagem, foi bastante criticada quando os aparelhos chegaram às lojas.

Atualmente é bastante comum ver equipamentos com ecrãs acima de 6 polegadas, e todo esse espaço entrega infinitas possibilidades de uso, seja para produtividade ou consumo de conteúdo multimédia. O diferencial é que, no Galaxy Note 20, os utilizadores podem aproveitar o espaço extra, dividindo o ecrã em dois.

O recurso foi tão bem recebido que atualmente está presente em aparelhos das mais variadas fabricantes, porém, a Apple ainda não se rendeu totalmente a essa ideia (pelo menos não no iPhone, já que o iPad possui tal funcionalidade).

Com a introdução da variante Pro Max, os utilizadores possuem ainda mais espaço de ecrã, portanto, seria muito bem-vindo tal recurso e todos os benefícios que ele há-de trazer para quem necessita de um multitasking ainda mais elaborado.

No iOS 14, que foi anunciado durante a WWDC 2020, a Apple incluiu suporte à tecnologia PiP (Picture-in-Picture), o que entrega aos utilizadores uma janela flutuante que pode abrigar videochamadas ou reprodução de vídeo, permitindo realizar mais de uma atividade ao mesmo tempo. Seria esse um primeiro passo para a chegada do ecrã dividido ao iPhone?

Caneta

Há muitos anos, Steve Jobs criticou pessoalmente o uso de canetas Stylus em smartphones e tablets, mas apesar de ser um visionário, o sucesso da linha Galaxy Note provou que ele estava errado. Prova disso é que o iPad atualmente conta com o Apple Pencil, a stylus especial da Apple que atualmente se encontra na sua segunda geração.

Contudo, o recurso ainda não foi adicionado ao iPhone e permanece exclusivo dos tablets da maçã – a Samsung, por outro lado, já explora a tecnologia na série Galaxy Note desde a primeira geração do phablet; e com o Note 20 e 20 Ultra, a caneta acabou agregando ainda mais recursos, tornando a experiência de utilização voltada à produtividade ainda mais interessante.

O acessório fica guardado num espaço no interior do equipamento e pode ser convenientemente acedido, seja para criação de notas, arte digital, tradução de texto e até mesmo funcionando como um controlo remoto para capturar fotos.

As possibilidades de uso do Apple Pencil no iPhone são muitas (apesar de, até então, não termos nenhuma indicação de que o acessório deva ganhar compatibilidade com ele), mas a questão do armazenamento, realmente, apresentaria um desafio à Apple. Ainda assim, não podemos negar que se trataria de uma bela adição à experiência de uso.

DeX

De entre todos os recursos mencionados acima este, em especial, é o menos provável de acontecer – ainda assim, vale a pena ser mencionado. A DeX entrega uma experiência de utilização semelhante à de um PC quando se conecta um Galaxy compatível a um monitor, rato e teclado, ampliando potencialmente as possibilidades relacionadas à produtividade.

Com a chegada iminente do chip A14, bem como a compatibilidade do macOS Big Sur com a arquitetura ARM do processador Apple Silicon (que deve selar o final de uma era de parceria entre a Apple e a Intel), inevitavelmente os sistemas Mobile e Desktop deverão ficar ainda mais próximos.

Por isso, seria interessante ter uma solução como a DeX no iPhone, vendo que até mesmo as aplicações do iOS poderão rodar nativamente no ambiente do macOS. A aproximação entre as plataformas da Apple não é de agora, e teve início desde o lançamento dos recursos Handoff e Continuity, inicialmente introduzidos no iOS 8 e OSX Yosemite.

A ideia de utilizar o iPhone e todo o seu incrível poder de processamento em conjunto com um rato, teclado e monitor seria algo que definitivamente iria apetecer aos utilizadores que necessitam de uma experiência além do ambiente móvel. O problema é que, inevitavelmente, tal recurso levaria à canibalização de alguns produtos.

Bónus: Gorilla Glass Victus

O Galaxy Note 20 Ultra estreou prometendo uma resistência maior a quedas, devido à presença do novo Gorilla Glass Victus, que promete proteção reforçada contra impactos e arranhões no ecrã.

Testes recentes feitos pelo canal de YouTube PhoneBuff retificaram a superioridade dessa proteção quando comparando o phablet da Samsung ao iPhone 11 Pro Max. Enquanto o telemóvel sul-coreano surpreendeu, saindo quase intacto de muitas quedas, o seu rival teve o ecrã quebrado já no primeiro round.

A boa notícia é que, pelo menos, esta é uma tecnologia que tem grandes possibilidades de ser implementada nos lançamentos vindouros da linha iPhone, então, ficaremos a aguardar por novos testes.

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