Apple deverá lançar apenas o chip M6 e saltar as versões Pro e Max
A Apple estará a preparar uma das maiores mudanças de sempre na estratégia dos seus processadores Apple Silicon. Segundo uma nova informação avançada pela Bloomberg, a empresa planeia lançar apenas o chip M6 na próxima geração, prescindindo dos habituais modelos Pro e Max.
Caso se confirme, será a primeira vez desde a estreia dos Apple Silicon, em 2020, que uma geração de processadores não recebe variantes mais musculadas.
M6 chega ainda este ano

A Bloomberg aponta que o M6 já se encontra em fase de testes num futuro MacBook Pro de entrada de gama, previsto para lançamento ainda este ano.
Embora não represente uma revolução em termos de arquitetura, este novo processador deverá introduzir melhorias importantes em várias áreas, sobretudo relacionadas com inteligência artificial.
Entre as novidades esperadas destacam-se:
- largura de banda da memória a rondar os 200 GB/s, acima dos cerca de 153 GB/s do atual M5;
- nova arquitetura de memória;
- Neural Engine significativamente melhorado para tarefas de IA;
- ganhos de desempenho em todos os núcleos de processamento;
- melhorias nos motores de codificação e descodificação de vídeo;
- um novo GPU que poderá passar de um máximo de 10 para 12 núcleos gráficos, melhor preparado para lidar simultaneamente com cargas de IA, gráficos e edição de vídeo.
A largura de banda da memória tornou-se um dos parâmetros mais relevantes na era da inteligência artificial, uma vez que determina a rapidez com que o processador consegue movimentar grandes volumes de dados entre a memória e os restantes componentes.
Pro e Max ausentes... pelo menos nesta geração
A verdadeira surpresa da informação divulgada pela Bloomberg prende-se com aquilo que não será lançado. Em vez de apresentar os tradicionais M6 Pro e M6 Max, a Apple deverá saltar diretamente para a geração seguinte.
Ou seja, depois do M6, a empresa concentrará esforços no desenvolvimento da família M7, que deverá chegar já durante o próximo ano. Segundo a agência noticiosa, esta decisão permitirá acelerar a introdução de novas tecnologias relacionadas com inteligência artificial executada localmente no dispositivo, área onde a concorrência tem vindo a intensificar o investimento.

M7 será desenhado à volta da IA
A geração M7 deverá, pois, representar uma evolução bastante mais significativa, orientada para prioridade a inteligência artificial local ("on-device AI").
O chip base poderá surgir logo na primeira metade de 2027, enquanto os modelos M7 Pro e M7 Max estão previstos para o final do mesmo ano. Já um suposto M7 Ultra deverá chegar apenas em 2028.
Entre as melhorias esperadas estará uma largura de banda da memória próxima dos 240 GB/s, reforçando a capacidade para executar modelos de IA cada vez mais complexos diretamente no Mac.
Mas ainda há espaço para um M5 Ultra
Antes da chegada do M6, a Apple continua a preparar o lançamento do M5 Ultra, destinado ao próximo Mac Studio.
De acordo as informações avançadas, este processador poderá integrar cerca de 36 núcleos CPU, 80 núcleos GPU o que tornará num dos processadores mais potentes alguma vez disponibilizados num computador de utilização generalista.
A empresa terá igualmente testado configurações com até 768 GB de memória unificada, embora as atuais limitações na cadeia de fornecimento possam obrigar a reduzir essa capacidade na versão final.
Uma mudança estratégica
Caso estes planos se confirmem, a Apple estará a alterar significativamente o ritmo habitual de evolução dos Apple Silicon.
Quebrando aquele que constitui um ciclo previsível — chip base seguido das variantes Pro, Max e Ultra — a empresa da maçã estará em vias de optar por acelerar a chegada de uma geração totalmente orientada para a sua (reconstruída do zero) Apple Intelligence.

Como é habitual, a Apple recusou comentar as informações divulgadas pela Bloomberg, pelo que todos estes planos deverão, para já, ser encarados como rumores provenientes de fontes ligadas ao desenvolvimento interno da empresa.
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