E-Waste Day: antes de trocares de iPhone, há números que devias conhecer
Todos gostamos de tecnologia nova. Mas há um lado menos entusiasmante de trocar constantemente de smartphone, tablet ou computador: o que acontece ao equipamento que deixamos para trás.
É precisamente para chamar a atenção para este problema que se assinala o Dia Internacional dos Resíduos Eletrónicos (E-Waste Day). E os números mostram que há motivos para falar do tema: o mundo produziu 62 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos em 2022 e poderá chegar aos 82 milhões de toneladas em 2030. Pior ainda, este tipo de lixo está a crescer cinco vezes mais depressa do que a reciclagem documentada.
É aqui que entra uma ideia bastante simples: antes de trocar, talvez valha a pena reparar.
Reparar também reduz a pegada da tecnologia
Uma bateria degradada, um ecrã partido ou uma porta de carregamento com problemas não significam necessariamente o fim da vida de um iPhone. Uma reparação de iPhone na iServices pode permitir continuar a utilizá-lo durante bastante mais tempo.

E isso tem impacto. Os valores de referência utilizados pela iServices apontam para cerca de 50 kg de CO₂ equivalente, 12 mil litros de água e 80 kg de recursos naturais associados à produção de um novo smartphone. Quando um equipamento é reparado ou recondicionado em vez de imediatamente substituído, adia-se a necessidade de voltar a mobilizar estes recursos.
Os consumidores parecem já estar a seguir esse caminho. Em 2025, o smartphone mais reparado pela iServices nos cinco mercados europeus analisados foi o iPhone 11, lançado em 2019. O segundo foi o iPhone X, de 2017. Mais de metade das reparações de iPhones incidiram sobre modelos lançados em 2019 ou anteriormente.
72 toneladas de lixo eletrónico evitadas
A dimensão desta aposta torna-se ainda mais clara olhando para os números da iServices. Em 2025, mais de 360 mil equipamentos eletrónicos tiveram a sua vida prolongada, entre reparações, intervenções técnicas e recondicionamento.
Aplicando rácios médios conservadores de ciclo de vida, a empresa estima que estas intervenções tenham evitado cerca de 72 toneladas de resíduos eletrónicos e 18 mil toneladas de emissões de CO₂ equivalente. A isto juntam-se aproximadamente 4,32 mil milhões de litros de água e mais de 28 mil toneladas de recursos naturais poupados.

E quando reparar já não é uma opção, os iPhones recondicionados da iServices entram na equação. Em vez de fabricar um equipamento completamente novo, um dispositivo que já existe pode regressar ao mercado e ganhar uma segunda vida.
Só em 2025, a iServices processou cerca de 150 mil equipamentos recondicionados, mais 52% do que no ano anterior. Mais de 140 mil eram telemóveis.
A economia circular começa antes da reciclagem
Talvez esta seja a principal mensagem deste E-Waste Day: reciclar é importante, mas evitar que um equipamento se transforme em lixo é ainda melhor.
A reparação e o recondicionamento não eliminam o impacto ambiental da tecnologia, mas ajudam a prolongar a utilização de produtos cuja produção já consumiu energia, água e matérias-primas.
Por isso, da próxima vez que um iPhone começar a mostrar a idade, talvez a primeira pergunta não tenha de ser “qual compro a seguir?”.
Pode ser simplesmente: será que este ainda pode durar mais uns anos?




