Com o lançamento do MacBook Neo, a Apple passa a oferecer uma porta de entrada clara para o ecossistema macOS, algo que não existia de forma tão definida nos últimos anos. À primeira vista, o Neo e o MacBook Air (M5) podem parecer semelhantes, mas a verdade é que foram pensados para públicos muito diferentes e respondem a necessidades distintas.
Com uma diferença de preços algo substancial, como poderás prever há diferenças entre eles. E ainda que o aspeto visual não o exponha o que separa os dois equipamentos, há aspetos que não te farão confundir um com o outro depois de os analisares de seguida.

Processador, RAM e ecrã são as diferenças mais notórias
De facto, o MacBook Neo assume‑se como um portátil essencial, focado em tarefas do dia a dia como navegação na internet, escrita, consumo de conteúdos e utilização escolar. Para atingir um preço mais baixo, a Apple optou por integrar o processador A18 Pro, originalmente concebido para iPhone 16 Pro. Este processador garante fluidez em tarefas leves e uma boa eficiência energética, mas não foi desenhado para cargas de trabalho prolongadas ou exigentes.
Já o MacBook Air com M5 continua a ser o portátil mais equilibrado da Apple para quem quer desempenho e longevidade. O M5 pertence à família Apple Silicon pensada de raiz para computadores, com melhor gestão térmica, maior largura de banda de memória e desempenho sustentado ao longo do tempo. Em termos práticos, o M5 é cerca de 60 a 70% mais rápido em desempenho multicore do que o A18 Pro, especialmente em tarefas como edição de imagem, exportação de vídeo ou multitarefa intensiva. Para uso básico, a diferença pode não ser imediatamente percetível, mas torna‑se clara assim que o trabalho começa a exigir mais do sistema.
A experiência visual também reflete este posicionamento distinto. O MacBook Air oferece um ecrã mais luminoso, com suporte para a gama de cores P3 e melhor calibração, o que faz diferença para quem trabalha com fotografia, vídeo ou design. O ecrã do MacBook Neo, por sua vez, é funcional e adequado para estudo e consumo de conteúdos, mas abdica dessas características mais avançadas para manter o custo controlado.
Nos restantes detalhes, o Neo continua a assumir compromissos claros. Vem limitado a 8GB de memória, o teclado não tem retroiluminação e as opções de configuração são reduzidas. O MacBook Air, por outro lado, oferece mais flexibilidade, melhor teclado e uma sensação geral de produto mais “premium”, pensada para vários anos de utilização intensiva – e, para além disso, 16GB de RAM na versão base.
MacBook Neo com um preço melhor do que o esperado
É no preço que o MacBook Neo ganha verdadeiro destaque. Com um valor significativamente mais baixo, sobretudo em contexto educativo – 599€ –, torna‑se uma alternativa real para estudantes e utilizadores ocasionais que até agora optavam por um iPad com teclado ou por um portátil Windows básico. O MacBook Air M5 continua a justificar o investimento mais elevado pela versatilidade, desempenho e durabilidade, sendo uma escolha mais segura para quem trabalha diariamente no computador.

No fundo, a Apple não está a colocar o Neo a competir diretamente com o Air. Está a alargar a base de entrada no macOS, oferecendo um portátil simples e acessível para quem precisa apenas do essencial, enquanto mantém o MacBook Air como a opção equilibrada para quem quer mais margem de crescimento e desempenho ao longo do tempo.