A Apple acaba de atualizar o MacBook Pro de 14 e 16 polegadas com os processadores M5 Pro e M5 Max. Os portáteis mais “Pro” do mercado estão, assim, ainda mais relevantes em matéria de desempenho, eficiência energética e capacidades de inteligência artificial no próprio dispositivo.
Disponível nas versões habituais de 14 e 16 polegadas, o novo MacBook Pro foi pensado para profissionais que trabalham com fluxos exigentes, como edição de vídeo 4K e 8K, desenvolvimento de software, modelação 3D, ciência de dados e aplicações avançadas de AI.
Novos M5 Pro e M5 Max representam um salto significativo
O grande destaque, num primeiro momento, vai para os processadores M5 Pro e M5 Max, que representam um salto significativo face à geração anterior, com melhorias claras em CPU, GPU e memória unificada.

A Apple está muito contente com os resultados e, por isso, acabou até por partilhar métricas comparativas de desempenho face a modelos antecessores. Segundo a Apple, estes ganhos traduzem‑se numa melhoria substancial em tarefas como renderização, compilação de código e processamento de vídeo profissional, quando comparados com os modelos equipados com M4 Pro e M4 Max. Mas não só...
A empresa de Cupertino promete que os novos aceleradores neurais integrados na GPU permitem ganhos expressivos em tarefas de inteligência artificial. Isto é, quem vem de modelos com M1 pode esperar até 8 vezes mais desempenho em AI – oito vezes – tornando o portátil muito mais preparado para fluxos de trabalho modernos baseados em machine learning e automação.
Do mesmo modo, o novo MacBook Pro oferece até 24 horas de bateria. Para quem atualiza a partir de um modelo Intel, isto pode significar até mais 13 horas de utilização, enquanto utilizadores de modelos M1 ganham até três horas adicionais. Tal como é habitual nos portáteis da Apple, o desempenho mantém‑se consistente quer esteja ligado à corrente, quer a funcionar apenas com bateria. O suporte para carregamento rápido permite atingir 50% em apenas 30 minutos com um adaptador USB‑C de 96W ou superior.
Como o ecrã é também parte relevante de um equipamento como este, este traz um ecrã com até 1600 nits de brilho máximo em HDR e 1000 nits para conteúdos SDR, além da opção de vidro nano‑texturizado, ideal para ambientes com iluminação exigente.

Finalmente, o novo MacBook Pro inclui três portas Thunderbolt 5 para transferências de dados de alta velocidade, HDMI com suporte até 8K, leitor de cartões SDXC para importação rápida de conteúdos e MagSafe 3 com carregamento rápido. Em termos de monitores externos, o M5 Pro suporta até dois ecrãs de alta resolução, enquanto o M5 Max permite ligar até quatro, oferecendo total flexibilidade para criar espaços de trabalho amplos e eficientes.
Inteligência artificial no próprio dispositivo
Um dos grandes destaques desta geração é o foco na AI executada localmente, sem dependência constante da cloud. O MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max foi concebido para tirar partido do Apple Intelligence, atualmente em beta, com suporte para várias línguas. Esta abordagem permite maior privacidade, menor latência e melhor desempenho em tarefas como análise de dados, geração de conteúdos, automação e assistência inteligente integrada no sistema operativo.
Assim, uma vez mais, e tal como se esperava, o novo MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max posiciona‑se como uma ferramenta de eleição para profissionais que exigem o máximo do seu portátil. Combina potência bruta, eficiência e capacidades avançadas de inteligência artificial. E, acima de tudo, fazem do modelo anterior algo ainda mais completo.

Como avançado anteriormente, não é, de todo, um salto gigantesco em matéria de novidades. Mas é muito bom, considerando os avanços que a empresa de Cupertino tem conseguido aplicar no que ao desenvolvimento de processadores diz respeito.
Finalmente, há que falar de preços. Disponíveis para pré-compra a partir de dia 4 de março e para venda uma semana depois, a 11 de março, os novos equipamentos chegam ao mercado a partir de 1949€ para o modelo de 14 polegadas, e 3099€ para o modelo de 16 polegadas.
Os preços são elevados, é verdade. Mas estes equipamentos não são criados a pensar no utilizador comum, mas sim naqueles utilizadores que precisam, sempre, do portátil mais coeso e potente do mercado.