Pagar ou não pagar por um antivírus para Mac?

Para quem tem um Mac, a ideia de instalar um anti-vírus é risível... ou será que não?
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Pagar ou não pagar por um antivírus para Mac?
Photo by Kaitlyn Baker / Unsplash
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Que título é este num website sobre equipamentos da Apple? O que estou eu a querer comparar, se uma das muitas razões pelas quais me converti à Apple, foi justamente nunca mais ter que me preocupar com os malditos vírus que me obrigavam a formatar o PC? Um contrasenso, no mínimo.

Mas este era um contexto dos anos 1990 e início dos anos 2000, o qual, ou não envolvia, ou assistia a uma utilização ainda bastante insipiente da Internet. Tempos em que se faziam cópias de jogos em disquetes (e pouco depois CD-ROM's). Tempos em que uma fotografia demorava 50 segundos a carregar e em que um mp3 levava quase 24 horas a descarregar no Napster. E depois veio o processo legal dos Metallica... mas isso não é para aqui chamado.

Fonte: Wikipedia

O facto é que, num ápice, todos ficamos reféns desta rede que engloba milhões de utilizadores, alguns deles a fazer milhões de Euros a partir de atividades mal intencionadas. Ademais, o próprio conceito de vírus estendeu-se a infindáveis variantes na atualidade, muitas delas, dispensando a própria ação humana para infetar os nossos dispositivos.

E, enfim, os quase três últimos anos não nos deixam esquecer que, na prática, um vírus é algo pernicioso que se replica e espalha, criando sérios danos por onde quer que passe. Assim se viu quando, no fatídico dia 11 de março de 2020, o Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Ghebreyesus, declarou em Genebra que a COVID-19 era oficialmente uma pandemia. Tal foi a rapidez do contágio.

Tal como a COVID-19, um vírus informático tem a capacidade de assumir diferentes variantes, entre as quais poderei destacar os worms, o adware, o spyware, o ransomware, os bots, os rootkits, os bugs e os famosíssimos cavalos de Tróia.

Fonte: Cult of Mac

Posto isto, e considerando que toda esta ação ocorre fundamentalmente por via da nossa ligação diária e ininterrupta à Internet, talvez faça, de facto, algum sentido falar de antivírus nos nossos Mac. É que, ao contrário de outros tempos, a nossa identidade, dinheiro, fotografias, documentos, etc., estão centralizados nos nossos dispositivos. Com efeito, a ocasião faz, cada vez mais, o ladrão.

Vamos por isso fazer um pequeno exercício, elucubrando sobre a diferença entre antivírus gratuitos e pagos.

Livre de custos...

Como todos sabemos, tudo o que é gratuito, ou tem muita publicidade, ou tem menos de metade das funcionalidades em relação às versões pagas (ou, como normalmente as categorizam, as versões Premium ou Plus).

Na verdade, as versões gratuitas, no mínimo, têm que ser capazes de detetar e remover malware, bem como prevenir ocorrências futuras. Convirá que tenham a capacidade de garantir transações bancárias e compras online em segurança.

A Internet está cada vez mais livre de cabos. Como tal, há já muito tempo que sabemos ser um risco ligações a redes Wi-Fi. Se nós apanhamos essas ondas que flutuam pelo ar, outros há que apanham uma "boleia" para entrar nos nossos computadores. Principalmente através de Hotspots e das redes públicas. Portanto, será igualmente fundamental que um antivírus gratuito nos consiga avisar se alguém se está a ligar à rede a que estamos conectados.

Bom, e claro está, que a proteção dos nossos ficheiros constitui o cerne de toda esta dinâmica. Se terceiros mal intencionados conseguirem aceder ao que de mais íntimo temos armazenado nos nossos dispositivos, o desfecho poderá passar por chantagem, burla, roubo e tantos outros cenários igualmente perigosos.

E pagando?

Como em tudo na vida, sabemos que não há almoços grátis. Uma app que se propõe a criar-te uma robusta armadura, implica dezenas ou centenas de pessoas à frente de um computador sem outro objetivo que não seja identificar novas ameaças e, principalmente, as respetivas contramedidas.

Não foi à toa que a comunidade científica conseguiu criar as vacinas para a COVID-19 em tão curto espaço de tempo. Os Governos de todo o mundo uniram-se e abriram literalmente as torneiras do financiamento para a investigação, tendo com isso criado sinergias colaborativas entre cientistas que, em regra, competem entre si em busca de bolsas e de fundos que ficam sempre aquém do que é necessário para a obtenção do que é fundamental: recursos.

Numa perspetiva mais simples, é basicamente a diferença entre poderes escolher as músicas que queres num serviço de streaming ou teres playlists com autênticos descalabros musicais a manchar o que poderia ser um momento perfeito de fruíção melómana. Há que lembrar ainda que as versões Premium têm, por exemplo, formatos de aúdio muito mais desenvolvidos, designadamente lossless (áudio sem perdas), áudio espacial, etc.

Dito isto, se optares por uma versão Premium de um antivírus, estarás, por exemplo, a travar o acesso à tua webcam, a bloquear invasões remotas ao teu Mac, a criar um ambiente seguro para testar apps que gostarias de experimentar, mas que tens receio de instalar (uma espécie de modo sandbox).

Estarás também, como é evidente, a poder usufruir dos resultados das horas e horas de trabalho dos que referi acima, cujo trabalho se centra na identificação de novas ameaças e respetivos modos de as combater. O mesmo é dizer que terás a acesso a atualizações constantes do antivírus.

E, claro, suponho que já ninguém tenha coragem de apresentar um produto Premium sem a oferta de suporte técnico fornecido por uma equipa especializada.

Pagar ou não pagar?

Malfadada dicotomia. Há tantas coisas que somos obrigados a pagar. E depois há aquelas que podem ser uma escolha. E como reza a teoria económica, uma escolha implica simultaneamente um benefício e um custo. Um benefício, por podermos usufruir do bem ou do serviço. Um custo, porque tal escolha implica deixar de usufruir outro bem ou serviço. A escassez é, infelizmente, uma realidade que se traduz em não podermos ter tudo.

Então é aí que entra a racionalidade. Implica reflexão e priorização. Escolhendo proteger os dados alojados (e a própria "saúde") dos nossos Macs, ocorre um novo patamar: qual o software que, entre a concorrência, melhor se adequa às nossas necessidades. Nova reflexão.

Pelo menos, da nossa parte, já experimentamos o Surfshark Antivirus que, tal como a empresa anuncia, trata-se de "uma solução leve", para um problema que, direi eu, pode ser bem pesado. Experimenta por ti mesmo e diz-nos o que achaste. Porque nos tempos em que vivemos, a proteção é tudo.

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