A Apple continua a apostar em portáteis cada vez mais eficientes, mas nem todos os modelos se posicionam da mesma forma quando o orçamento é um factor decisivo. O novo MacBook Neo surge como a proposta mais económica da marca. Um portátil diferente, irreverente, que ainda que tenha apenas 8GB de RAM, ou um processador de iPhone com dois anos, promete e muito.
Assim sendo, quando comparado a outros, como o é o caso do MacBook Air com M1, mais antigo, vale a pena questionar qual o mais adequado. Será que o Air com M1 se mantém como uma opção sólida no segmento de entrada? Qual deles compensa realmente comprar?

Posicionamento e filosofia distintas
O MacBook Neo foi claramente pensado para quem quer entrar no ecossistema Apple e gastar o mínimo possível. É um portátil orientado para tarefas básicas, como navegação na internet, trabalho em documentos, consumo de conteúdos multimédia e uso académico ligeiro. Pode ser levado ao extremo para jogar ou editar vídeo e fotografia, mas, verdade seja dita, não terás a experiência mais premium de sempre.
Já o MacBook Air M1, apesar de ter sido lançado há alguns anos, continua a beneficiar da eficiência do primeiro Apple Silicon, oferecendo um desempenho mais consistente e uma experiência geral mais fluida.

Na prática, a diferença entre os dois modelos sente-se sobretudo quando se exige um pouco mais do sistema. O MacBook Neo consegue lidar sem problemas com tarefas simples, mas pode mostrar limitações em multitasking mais intenso ou aplicações mais pesadas. O MacBook Air M1, por outro lado, mantém uma resposta mais rápida, tempos de carregamento mais curtos e maior estabilidade mesmo com várias aplicações abertas em simultâneo.
Para quem trabalha regularmente com edição de imagem leve, folhas de cálculo mais complexas ou aplicações criativas básicas, o Air M1 continua a ser claramente superior. Mas há sempre a questão da “idade”, entre outros aspetos.
Ecrã, qualidade de construção e autonomia
Ambos os portáteis seguem o padrão de qualidade habitual da Apple, com construções sólidas e design minimalista. No entanto, o ecrã do MacBook Air M1 oferece uma melhor reprodução de cores e maior nitidez, o que faz diferença tanto no consumo de conteúdos como em tarefas profissionais. O MacBook Neo cumpre, mas fica um degrau abaixo em termos de qualidade visual.
Ainda neste âmbito, como poderás saber, no modelo mais básico do MacBook Neo, estás limitado à segurança do teu equipamento via código de acesso ou palavra passe, ao passo que no Air tens sempre o Touch ID.

A autonomia é um dos pontos fortes dos dois modelos, mas o MacBook Air M1 continua a destacar-se. Graças à eficiência do M1, é possível passar um dia inteiro de trabalho sem preocupações com o carregador. O MacBook Neo também apresenta bons resultados, mas não atinge o mesmo nível de consistência em uso prolongado – isto é, até 16 horas prometidas para o Air, e 15 horas de autonomia máxima esperada no MacBook Neo.
Em termos de peso e portabilidade, ambos são fáceis de transportar, embora o Air mantenha uma ligeira vantagem no equilíbrio entre leveza e robustez.
Para quem faz sentido cada um?
Com efeito, pode dizer-se que o MacBook Neo é indicado para estudantes que não necessitem de usar aplicações pesadas de edição ou de engenharia, utilizadores que privilegiam preço acima de tudo e, finalmente, uso ocasional de aplicações e jogos mais pesados, com tudo o que isso possa implicar.

O MacBook Air M1 continua a ser uma boa escolha para ti, caso queiras optar por um portátil duradouro, mais completo, que permite usufruir de multitasking regularmente e que, face à idade, procura uma boa máquina sem um preço exagerado.
Conclusão
Apesar de o MacBook Neo ser o portátil Apple mais barato do momento, o MacBook Air M1 continua a oferecer uma relação qualidade‑preço equilibrada. Mas, há algo que não é possível ignorar.
O equipamento que a Apple apresentou e que transformou o mercado num primeiro momento tem agora seis anos, dado que foi lançado em 2020. Ainda assim, é mesmo muito difícil dizer que o mesmo, em circunstância alguma, salvo uma oferta demasiado boa para recusar, consiga ser uma escolha mais acertada que o MacBook Neo.
A escolha não tem de ser difícil, o MacBook Neo parece, de longe, o melhor dos dois.