No evento "One more thing" da Apple foram apresentados os primeiros Macs com Apple Silicon: o novo chip M1, concebido pela gigante de Cupertino, que promete ser fora do normal no que toca a performance e eficiência.

Visto que chegaram às mãos dos consumidores há pouco tempo, ainda é cedo para ter algum veredicto no que toca a estes novos Macs. Contudo, as opiniões dos utilizadores têm sido muito variadas. Algumas demonstram uma admiração considerável e outras demonstram alguma desconfiança, o que é compreensível dado que todas as promessas que a Apple fez no evento podem parecer boas demais para alguns, e como se costuma dizer: "Quando a esmola é grande, o pobre desconfia".

Apenas o tempo dirá se estes novos Macs são, de facto, um grande sucesso, um autêntico falhanço ou se estão completamente abaixo das espectativas.

Eis os pontos chave que destacam este novo chip:

  • Concebido com uma tecnologia de 5nm com 16 mil milhões de transístores num só chip;
  • Melhor performance de CPU por watt do mundo;
  • Tem os gráficos integrados mais rápidos do mundo em qualquer computador pessoal;
  • CPU com a melhor eficiência do mundo.

Em comparação com a geração de Macs anterior:

  • 3.5x mais performance da CPU;
  • 6x mais performance da GPU;
  • Bateria com 2x mais vida útil;
  • Aprendizagem 15x mais rápida.

Olhando para estes pontos, é fácil concluir que este novo chip veio revolucionar os Macs como os conhecemos, abrindo portas para novas possibilidades.

A Apple alega que o novo MacBook Air, em comparação com o seu antecessor, é capaz de exportar vídeos do iMovie 3x mais rápido, exportar fotos do Adobe Lightroom 2x mais rápido, editar várias faixas de vídeo 4K ProRes e tem, ainda, a capacidade de integrar efeitos 3D em vídeos 5x mais rápido. Isto tudo sem uma única ventoinha. Incrível!

Os novos MacBook Pro e Mac mini apresentam melhoramentos alusivos aos do MacBook Air e alguns extras como navegação no Safari 1.5x mais rápida e reativação instantânea.

O gráfico divulgado durante a apresentação dos novos Macs era significativamente generoso no tópico da relação entre performance e consumo de energia, acabando por levantar algumas suspeitas pelo facto de ser muito vago e não especificar quaisquer testes que provassem as alegações.

O editor Daniel Rubino do site Windows Central diz:

"A Apple é extremamente vaga nas suas alegações, na medida em que faz as suas comparações com o 'chip do portátil mais recente' (o que quer que isso signifique). Os gráficos têm apenas escrito 'performance' e 'consumo energético' e valores sob a forma de incógnitas X e Y. Claro que o chip da Apple está mais elevado no gráfico e tem uma tragetória mais agradável, mas qualquer um que trabalhe com números sabe que esse gráfico é completamente inútil. A diferença pode ser enorme ou minúscula - não sabemos porque não vemos o chip de comparação nem sabemos quais testes foram realizados nem como foram realizados nem quais são os números reais. Isso não é ciência, é marketing."

O facto de o chip M1 apenas suportar um máximo de 16 GB de RAM no modelo Pro deixou muita gente reticente, tanto é que a hashtag #16GBofRAM esteve nas tendências do Twitter recentemente. Isto pode ser justificado pela gestão exímia de RAM que a Apple já nos habituou nos seus equipamentos. Contudo, esta limitação deixou muita gente reticente quanto à veracidade do nome "Pro" no novo MacBook Pro de 13 polegadas.

O armazenamento máximo também foi limitado para 2 TB nos novos modelos com M1. Uma diminuição relativamente ao limite de 4 TB dos modelos com processadores Intel.

Estas limitações todas têm chateado algumas pessoas e têm baixado a credibilidade da performance alegada do chip M1. Contudo, deves ter em consideração que isto é apenas o início de uma nova era. Se atualmente é bom, daqui a uns anos será ainda melhor!

Os engenheiros da Apple fazem "magia" no que toca ao seu próprio hardware e podemos ver isso nos chips dos iPhones, iPads e Apple Watch. Nesse aspeto podemos estar confiantes de que teremos um bom produto nas nossas mãos.

Na verdade, aquilo que a Apple acabou de fazer com o Mac poderá vir a revolucionar toda a indústria de computadores pessoais, podendo mesmo levar ao fim do monopólio da arquitetura x86 em computadores. Além disso, há que ter em conta que esta é a primeira geração de uma família inteira de processadores para Macs desenvolvido pela Apple. E, como é normal, os produtos de primeira geração acabam sempre por ser os "piores", uma vez que se aprende com os erros e se faz sempre melhor a seguir. Assim, as próximas gerações de processadores poderão ser certamente surpresas ainda maiores.

Qual a tua opinião nas alegações da Apple relativamente ao seu novo chip para Mac? Estás confiante do que o futuro tem reservado para os Macs?