O Apple Watch é um dos smartwatches mais completos, em parte devido aos seus sensores precisos de fitness e medições de saúde. Em 2018, a Apple introduziu o recurso do eletrocardiograma no Apple Watch Series 4, um salto importante para a tecnologia tendo em conta que esta era uma medição até à data feita exclusivamente por equipamentos da área da saúde. Agora, um estudo vem detalhar a possibilidade do uso do Apple Watch para ECG a partir de vários pontos do corpo.

Se compararmos um EGC feito por equipamentos de saúde com o do Apple Watch, é de notar que este último não terá tanta precisão. Tal deve-se à medição feita pelo Apple Watch num único ponto, não podendo auferir medições de vários pontos. Num estudo recente publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das revistas mais conceituadas na área médica, foi detalhada a possibilidade de usar o Apple Watch para medições em diversas zonas do corpo, em particular em vários pontos do tórax e do abdómen.

À semelhança da utilização do ECG no pulso, deve-se proceder à ativação do ECG normalmente no Watch, mantendo o dedo no Digital Crown e os sensores numa das partes do corpo indicadas na imagem seguinte:

Ao realizar esta técnica, é possível obter resultados diferentes daqueles que se obtêm exclusivamente no pulso, possibilitando a deteção de outras possíveis condições cardíacas ou potenciais problemas de saúde do seu utilizador, como sinais de ataque cardíaco. Atenção que as  medições de um Apple Watch não subsituem exames feitos por um equipamento ou profissional de saúde.

Os resultados obtidos com a medição de múltiplos pontos pelo Watch são próximos daqueles obtidos por equipamentos de saúde, com uma taxa de precisão próxima dos 90%. Com precisões nesta ordem e numa época em que estamos cada vez mais com unidades de saúde em lotação esgotada, os profissionais de saúde podem sentir-se mais confiantes a pedir ao paciente que realize os ECG com o Apple Watch e partilhe os resultados, deixando os equipamentos livres para casos mais urgentes.

Já do lado da Apple, esta pode aproveitar os dados deste estudo para melhorar os seus sensores ou desenvolver funcionalidades específicas para as medições em sítios diferentes.