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MacBook Air M4 (Review): Pequenos detalhes, grande impacto?

MacBook Air M4 (Review): Pequenos detalhes, grande impacto?
MacBook Air M4 na nova cor azul-céu

O MacBook Air sempre foi sinónimo de portabilidade e eficiência, e a Apple tem sabido refinar essa fórmula ao longo dos anos. Agora, com o M4, o foco parece estar em consolidar o que já era bom, em vez de revolucionar o produto. A questão é: essas melhorias fazem com que o novo modelo se destaque o suficiente para quem já tem um Mac recente? Ou será apenas mais uma atualização incremental?

Para responder a essas perguntas, testámos a versão de 13” do novo MacBook Air M4, explorando os seus principais aspetos que podem influenciar a decisão de compra. Vamos então aos detalhes!

Mesmo design, pequenos detalhes

MacBook Air M4 na nova cor azul-céu

Se esperavas uma revolução no design, podes esquecer! O MacBook Air M4 mantém exatamente o mesmo aspeto das duas gerações anteriores, o que significa um corpo ultrafino, elegante e minimalista. A única novidade prática está no teclado através da nova tecla de silenciar as colunas do computador, que agora está mais intuitiva e fácil de entender. Pequena mudança, mas útil - principalmente para quem é novo no Mac.

A nova tecla de silenciar as colunas no novo MacBook Air M4

A maior novidade estética está na nova cor azul-céu. Mas atenção: se nos renders da Apple parece um tom vibrante e distinto, na realidade está mais próximo de um prateado com um toque azulado bem discreto. Se esperavas um azul forte, podes ficar desapontado. Ainda assim, é uma boa adição ao lineup de cores, substituindo o cinzento sideral. Se vale a pena escolher esta cor em vez do clássico prateado? Provavelmente não, porque a diferença é muito subtil.

MacBook Air M4 na nova cor azul-céu

Outra coisa que se mantém é a escolha entre os modelos de 13” e 15”. Testámos o de 13”, mas confesso que estou tentado a trocar pelo de 15”, já que a diferença de portabilidade não é tão grande assim. A escolha entre os dois tamanhos continua simples: se priorizas portabilidade, fica com o de 13”; se queres um ecrã maior, vai no de 15”. Sem complicações.

Um desempenho que nunca desaponta

O novo processador M4 é, sem dúvida, a grande estrela desta atualização. A versão base do MacBook Air agora traz mais dois núcleos de CPU, o que se traduz num ganho de desempenho real, especialmente se vens de um Mac com processador Intel, ou até mesmo um M1. A diferença em tarefas do dia a dia, como navegação na internet, edição de vídeo em 4K e multitasking, é notável.

Se tens um MacBook Air com M2 ou até M3, a troca não faz muito sentido, a menos que estejas a sofrer com os 8GB de memória unificada. E aqui está uma jogada inteligente da Apple: os dois modelos base do Air M4 já vêm com 16GB de memória unificada no lançamento, o que melhora bastante a longevidade do dispositivo. Finalmente, um passo na direção certa!

Para quem depende de um MacBook Air para trabalho e produtividade, o M4 é mais rápido e eficiente, mas não esperes um salto revolucionário. Se estás num Intel ou num M1, faz sentido considerar o upgrade. Caso contrário, talvez seja melhor esperar pela próxima geração.

O portátil que aguenta o teu ritmo diário

A autonomia sempre foi um dos maiores trunfos da linha MacBook Air, e com o M4 isso continua a ser verdade. O processador mais eficiente e uma ligeira melhoria na bateria fazem com que este portátil aguente facilmente um dia inteiro de trabalho sem precisares de um carregador por perto.

No entanto, vale lembrar que a autonomia varia conforme o tamanho do modelo. O de 15” tem uma bateria maior e, por isso, dura mais tempo que o de 13”. Se passas muitas horas longe de uma tomada e precisas da máxima autonomia possível, o modelo maior pode ser a escolha mais acertada.

Nova câmara FaceTime: Bom upgrade, mas nada revolucionário

Outra novidade que a Apple destaca no MacBook Air é a nova câmara FaceTime de 12MP com suporte ao Center Stage - aquele recurso da Apple que segue o utilizador se ele se mover durante a chamada de vídeo. Na teoria, é uma melhoria bem-vinda mas, na prática, não é um fator decisivo para a compra.

A qualidade da imagem também melhorou, sem dúvida, mas não é algo que vá mudar drasticamente a experiência do utilizador médio. A não ser que passes o dia inteiro em chamadas de vídeo, esta atualização dificilmente será um argumento forte para trocar de Mac. Funciona bem, mas está longe de ser um selling point.

Conclusão

O MacBook Air M4 é uma atualização sólida, mas sem surpresas. O design mantém-se praticamente inalterado, a nova cor é bonita mas discreta, e o verdadeiro destaque é o processador M4, que traz mais desempenho e, finalmente, 16GB de memória unificada de base. Para quem já tem um M2 ou M3, o upgrade não vale a pena - a menos que tenha uns sofríveis 8GB de memória unificada. Para quem está na dúvida em dar o salto de um modelo Intel ou já o M1, é uma extraordinária decisão.

MacBook Air M4 na nova cor azul-céu

No final, a Apple não reinventou a roda com este lançamento, mas refinou o que já era um dos melhores portáteis ultrafinos do mercado. Se precisas de um novo MacBook Air, o M4 é a melhor opção disponível. Só não esperes nada revolucionário.

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