O iPhone 12 foi um dos modelos mais marcantes da Apple na última década. Lançado em 2020, trouxe de volta o design de linhas direitas, estreou o 5G no iPhone e popularizou o ecrã OLED fora dos modelos Pro. Mas em 2026, seis anos depois, ainda faz sentido comprar um iPhone 12? A resposta é menos óbvia do que parece e depende muito das expectativas de quem o utiliza.
Em termos de desempenho, o chip A14 Bionic continua surpreendentemente competente para o dia a dia. O sistema mantém-se fluido, as aplicações mais comuns correm sem dificuldades e tarefas como redes sociais, streaming, navegação web ou fotografia ocasional continuam perfeitamente confortáveis. No entanto, já não é um iPhone pensado para utilizadores mais exigentes. Jogos pesados, edição de vídeo ou multitasking intensivo revelam claramente o peso da idade quando comparado com modelos mais recentes.

No ecrã, o iPhone 12 ainda envelheceu muito bem. O painel OLED Super Retina XDR continua a oferecer excelente contraste, boa nitidez e cores vibrantes, sendo claramente superior aos LCD que a Apple ainda usou em modelos como o iPhone SE. Mesmo em 2026, a experiência visual continua atual e agradável, especialmente para quem consome muito conteúdo multimédia no telemóvel.
A bateria é, sem rodeios, o maior ponto fraco do iPhone 12 em 2026. A capacidade original já não era das mais generosas e, após vários anos de uso, é comum encontrar unidades com autonomia bastante limitada. Para quem pensa comprar um iPhone 12 hoje, a troca de bateria deixa de ser uma opção e passa quase a ser uma obrigação. Com uma bateria nova, o telefone ganha uma segunda vida e torna-se novamente utilizável para um dia inteiro de uso moderado.

No campo das câmaras, o iPhone 12 continua competente, mas já não impressiona. As duas câmaras de 12 MP continuam a produzir boas fotos em condições de luz favoráveis e o vídeo mantém a excelente estabilização pela qual a Apple é conhecida. Ainda assim, sente-se a falta de avanços recentes na fotografia computacional, no modo noturno mais evoluído e nas capacidades de zoom óptico variado. Para redes sociais e uso casual, continua mais do que suficiente; para quem procura fotografia móvel de topo, já não é a melhor escolha.
Outro ponto importante é o software. O iPhone 12 continua a receber atualizações do iOS, mas começa a ficar de fora de algumas das novas funcionalidades mais avançadas. Em particular, não há acesso à Apple Intelligence, nem a muitas das novidades de inteligência artificial e automação que a Apple passou a reservar para modelos mais recentes com hardware dedicado. Isto não significa que o iPhone 12 fique inutilizável, mas sim que a experiência deixa de ser completa face ao ecossistema atual da Apple.
Outro aspeto a ter em conta é a disponibilidade no mercado. O iPhone 12 já foi descontinuado pela Apple há vários anos, o que significa que dificilmente será encontrado novo. A compra só é possível no mercado de recondicionados, onde o estado do equipamento, a bateria e a garantia fazem toda a diferença. Nesse contexto, lojas especializadas como a iServices destacam-se por oferecerem iPhones recondicionados com preços mais equilibrados e, sobretudo, três anos de garantia, algo raro neste segmento e extremamente relevante para quem quer comprar um equipamento já com alguma idade.

Importa também esclarecer que esta análise diz respeito exclusivamente ao iPhone 12 (modelo regular). Não são aqui abordados os modelos Pro ou Pro Max. Ainda assim, vale a pena referir o iPhone 12 mini, que é essencialmente o mesmo equipamento em termos de desempenho e câmaras, diferenciando-se apenas pelo tamanho mais compacto e pela bateria ainda mais limitada.
Em conclusão, o iPhone 12 ainda vale a pena em 2026? Sim, mas com expectativas ajustadas. É um iPhone sólido para quem quer entrar no ecossistema da Apple gastando pouco, para utilizadores pouco exigentes ou como segundo telefone. Já não é um modelo preparado para o futuro a longo prazo, nem para tirar partido das mais recentes funcionalidades de software da Apple. Se encontrado a um bom preço, recondicionado e com bateria em bom estado - idealmente com garantia alargada - continua a ser uma opção honesta. Caso contrário, investir um pouco mais num modelo mais recente será, para muitos, a decisão mais acertada.