Google Pixel 11 Pro — 5 funcionalidades que a Apple devia aproveitar!
Todos os anos, Google e Apple voltam a encontrar-se no mesmo ringue. E, quase sempre, é a Google quem entra primeiro em cena. Em 2026, não fugiu à regra: Pixel 11, Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro XL chegaram primeiro — e trouxeram algumas ideias que, admito, me fizeram olhar para o meu iPhone com alguma inveja...
Não é propriamente no hardware que isso acontece. Como já terás percebido na review do DroidReader ao Pixel 11 Pro, esta é uma geração de evolução, não de revolução. Mas quando começamos a explorar o software, a história muda de figura.
É aí que a gigante das pesquisas está a mostrar os dentes. Entre novas ferramentas, pequenas ideias inteligentes e uma Inteligência Artificial cada vez mais entranhada na experiência de utilização, há funcionalidades que fazem aquilo que a tecnologia deve fazer: resolver problemas sem complicar.
E, numa altura em que a empresa de Cupertino ainda anda à procura do seu lugar nesta nova corrida, usar o Google Pixel 11 Pro deixa uma pergunta inevitável no ar: porque é que o meu iPhone ainda não faz isto?
Escolhi cinco funcionalidades que me fizeram questionar isso mais do que uma vez.
Ecrã Dividido
Não é uma funcionalidade consensual. Dividir o ecrã do smartphone para ter visíveis duas apps simultaneamente faz sentido para muitos e não faz sentido para tantos outros. Tal como é o caso da marca da maçã, que acha o ecrã dos iPhones demasiado pequeno para dividir.
Por outro lado, na Google optaram pela via de oferecer a funcionalidade: usa quem quer. Assim sendo, esta abordagem da empresa de Mountain View parece-me a mais correta. Está lá a função disponível; fica ao critério de cada utilizador se vai ou não usufruir.


Logo, a funcionalidade Ecrã Dividido é especialmente útil naqueles momentos em que tens de usar duas apps para comparar algo ou até copiar, sem teres de estar a “saltar” de uma app para outra.
Podes colocar as apps a ocupar o ecrã em três formatos pré-definidos: 50-50, 70-30 ou ainda 90-10, que funcionam tanto para a app de cima como para a de baixo.
Captura Mágica
Uma das novidades da família Pixel 11 é o Captura Mágica. Funciona de forma simples: na app Câmara, basta selecionar o modo Captura Mágica, pressionar o botão obturador e o Google Pixel 11 imediatamente começa a filmar e, automaticamente, seleciona as melhores cenas, convertendo-as em fotos.
Caso haja algum momento que não tenha sido obtido em foto, bastará pausar o vídeo no respetivo momento e capturar a imagem no botão apropriado para o efeito.

Esta funcionalidade é especialmente útil para capturar momentos com crianças, animais de estimação, desportos, entre muitos outros.
Creator Suite
A funcionalidade Creator Suite surge para agilizar o trabalho de todos aqueles que têm como profissão ou hobby a criação de conteúdo, mas não só.
Entre outros recursos de organização, otimização e análise de áudio, bem como de realce da voz, reduzindo barulhos circundantes, há um recurso que, a mim, me entusiasma: o Teleponto.



Deste modo, podemos, no Creator Suite, colocar no ecrã o texto que queremos dizer no vídeo. A parte ainda mais interessante é que o guião para quando o autor para de falar e ajusta automaticamente a velocidade a que o texto roda em função da velocidade da fala.
Como não há bela sem senão, apenas está disponível em inglês, mas mantenhamos a esperança de que, no futuro, chegue a português de Portugal.
Instant Night Sight
Quem nunca tirou fotos noturnas no iPhone, mexeu o telefone cedo demais e ficou com uma captura turva? Pois é, acontece frequentemente.

O que a Google propõe para os Pixel 11 Pro e Pro XL, com o Instant Night Sight, é precisamente a eliminação desse atraso entre o momento em que carregamos no botão obturador e a foto final. O objetivo é, basicamente, aproximar o tempo de captura noturna daquele que habitualmente temos nas fotos em boas condições de luminosidade.
Fotografia Lunar
No quesito da Fotografia Lunar, nós, habituais utilizadores de iPhone, somos apenas meros espectadores. Obviamente que, em nenhum smartphone, podemos esperar uma fotografia da Lua sem a ajuda computacional ou, se preferirem, da IA.
Portanto, a fotografia lunar não foi uma funcionalidade badalada na apresentação do Pixel 11 Pro, mas, aqui no iFeed, ganhou algum relevo ao testarmos o zoom 120x.
Se, por um lado, os 120x não impressionaram numa foto “normal”, por outro, as fotografias da Lua demonstraram que a IA da Google evoluiu. E vão mais longe, porque, na tua galeria, ficas com o registo do antes e do depois da intervenção da famigerada IA.
Se te estás a questionar se esta é uma funcionalidade extremamente útil no dia a dia, obviamente que não será. Contudo, é um ponto positivo que não deixa de causar boa impressão.
À esquerda, temos a foto tal como a vemos no momento da captura e, à direita, depois da intervenção da IA.


À esquerda temos a foto tal como a vemos no momento da captura, e à direita depois da intervenção da IA
Há outras novidades?
Claro que sim. Estas são apenas as funcionalidades que mais me chamaram a atenção durante a utilização do Pixel 11 Pro — sobretudo porque são precisamente o tipo de novidades que gostaria de ver a Apple explorar no iPhone.
E talvez seja esse o ponto mais interessante desta comparação. A Google não está necessariamente a reinventar o smartphone a cada geração, mas continua a experimentar, a aproveitar a IA de forma prática e, acima de tudo, a colocar novas ferramentas nas mãos do utilizador. Depois, cabe a cada um decidir se fazem ou não sentido no seu dia a dia.
Ecrã dividido, Captura Mágica, Teleponto, fotografias noturnas mais rápidas ou até uma Lua reconstruída com a ajuda da IA podem ter importâncias muito diferentes, dependendo de quem utiliza o telefone. Mas todas elas mostram uma Google disposta a tentar coisas novas.
Agora resta saber se a Apple tomou notas. Porque, com os novos iPhones já ao virar da esquina, há aqui algumas ideias que não me importava nada de ver do outro lado da barricada.
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