48 horas com o iPhone 18 Pro: o entusiasmo vai sobreviver à rotina?
Há vários anos que vemos as imagens: filas à porta das Apple Store, as palmas, o entusiasmo de quem sai com um novo iPhone nas mãos. Como Portugal continua sem uma loja oficial da Apple (...), desta vez decidimos finalmente fazer a viagem até à mais próxima de nós, em Valladolid, terras de nuestros hermanos, e viver um lançamento por dentro. Achávamos que sabíamos o que nos esperava. Ainda assim, não estávamos à espera de nos deixar contagiar tanto!

À nossa volta estavam pessoas tão entusiasmadas como nós. A equipa da loja recebia os primeiros clientes entre aplausos, num ambiente de festa preparado ao pormenor para dar as boas-vindas aos novos elementos da família Apple. Depois de tantos anos a acompanhar estes momentos à distância, soube bem fazer parte de um.
A Apple prepara tudo ao pormenor, naturalmente. Sabe receber e sabe fazer-nos sentir parte da ocasião, como novos elementos de uma família que continua a crescer. Mas conhecer a encenação não lhe retirou o encanto. A energia era contagiante, e seria pouco honesto fingirmos que saímos dali indiferentes.
Talvez por isso a pergunta mais interessante sobre estas primeiras 48 horas com o novo iPhone 18 Pro seja: quanto desse entusiasmo pertence ao novo iPhone e quanto trouxemos connosco da loja?
A resposta começou a ganhar forma mais depressa do que esperávamos. E por um motivo bastante banal.
Quem viu o nosso hands-on no iFeed conheceu o iPhone 18 Pro em bordô. Continuamos a achar a cor lindíssima. Tem personalidade e foi a nossa primeira escolha por uma razão. Só que uma coisa é admirar o telefone; outra é passar algum tempo com ele nas mãos.
As dedadas começaram a ser um terror apenas alguns minutos depois de o tirar da caixa. Bastou manuseá-lo para as marcas começarem a incomodar. Nas primeiras horas, já estávamos mais atentos à necessidade de o limpar do que gostaríamos. E não apetecia nada passar os próximos meses a ter esse cuidado com um objeto em que se tem a tendência de pegar dezenas de vezes por dia.


As marcas dos dedos eram mais visíveis no modelo bordô e, sobretudo, no preto.
Acabámos por trocar pelo modelo Glaciar. Felizmente, foi fácil fazê-lo em loja. Vantagens de comprar numa loja física da Apple, tínhamos a possibilidade de fazê-lo ali à mão. Para ficar connosco, preferimos o Glaciar, que é uma cor que não agarra tantas dedadas, e que teria sido a nossa primeira escolha se o Bordô não tivesse sido lançado.

Parece um detalhe pequeno para ocupar tanto espaço numa primeira opinião sobre um novo iPhone. Mas isso diz muito sobre a forma como avaliamos estes equipamentos. As primeiras impressões nascem do design, da apresentação e da vontade de experimentar. Depois, o uso começa a impor os seus próprios critérios.
É por isso que, entre as novidades desta geração, estamos especialmente interessados na autonomia e na gestão aprimorada do calor. Queremos perceber como se comporta o iPhone 18 Pro num dia em que lhe pedimos mais: fotografias, vídeo, navegação, trabalho pelo meio. A potência do A20 Pro interessa-nos sobretudo pelo que permite fazer de forma consistente. Num telefone deste nível, espera-se rapidez total e absoluta, para o usar sem andar a gerir limitações.
Na fotografia, a abertura variável e os novos controlos Pro são um convite a experimentar. Para nós, que criamos conteúdos, ter mais liberdade na câmara do iPhone é uma novidade com interesse real. Mas também importa o resultado quando não há tempo para ajustar nada. Muitas das fotografias que queremos guardar acontecem assim, num instante.
As primeiras impressões das câmaras do novo iPhone não podiam ter sido mais positivas. No regresso a casa, aproveitámos a passagem por Salamanca para explorar o icónico centro histórico da cidade, e foi o cenário perfeito para colocar o iPhone 18 Pro à prova.
Se o iPhone 17 Pro já impressionava neste tipo de utilização, o 18 Pro eleva claramente a fasquia. A nova abertura variável faz-se sentir na qualidade das fotografias e dos vídeos, sobretudo quando a luz começa a desaparecer. E é precisamente nas fotos noturnas que a diferença mais salta à vista.









As primeiras fotografias #shotoniphone18pro
A nova Dynamic Island mais compacta é outro ajuste que nos agradou, embora lhe tenha de ser dado um peso diferente. É bom ver uma funcionalidade já tão familiar continuar a ser aperfeiçoada. Já encontrar aí uma razão para trocar de telefone exige um entusiasmo que não partilhamos…

Nesta fase, conseguimos gostar da direção do iPhone 18 Pro sem sentir que quem tem um Pro recente está a perder alguma coisa urgente. Essa é uma distinção que vale a pena fazer enquanto ainda estamos deslumbrados com a compra. A curiosidade de ter o mais recente é legítima. Nós sentimo-la. Mas não torna a troca obrigatória para toda a gente.
O que nos atrai nesta geração é a possibilidade das melhorias ganharem valor com o tempo. Da autonomia se fazer notar num dia longo, da câmara nos entregar uma fotografia que antes seria mais difícil, do telefone responder bem quando precisamos dele. São essas experiências que podem sustentar a satisfação depois de nos habituarmos à novidade.
Ainda não chegámos aí. Estas primeiras 48 horas trouxeram-nos uma experiência memorável em Espanha, muita curiosidade e uma mudança de ideias sobre a cor. Trouxeram também uma boa dose de entusiasmo, que não temos qualquer vontade de esconder.
Agora queremos dar tempo ao tempo ao iPhone 18 Pro para fazer parte dos dias normais. A viagem e o lançamento já valeram a pena. Falta é descobrir se, daqui a umas semanas, vamos olhar para a compra com a mesma satisfação.



