Navega protegido no Safari: Private Relay ou VPN?

Navegar na Internet significa, hoje em dia, fazer praticamente tudo. Se o Safari for o teu browser preferido, lê aqui sobre a melhor forma de navegares protegido.
Escrito por Nuno Rocha e
5 mins de leitura
Navega protegido no Safari: Private Relay ou VPN?
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Quanto mais escrevo sobre Redes Privadas Virtuais, comummente conhecidas como VPN, melhor compreendo a sua utilidade, particularmente depois de as ter experimentado. Com efeito, sendo um orgulhoso detentor de dispositivos Apple, vivi permanentemente convencido que nenhum mal me iria bater à porta. E, felizmente, ainda nenhum bateu.

A ideia de que os vírus só assombram os PC’s e que a Apple é seguríssima ainda tem razões de ser. De facto, para os subscritores do iCloud+, o iCloud Private Relay (Reencaminhamento Privado) aparenta ser uma blindagem duríssima de romper. Mas todo o cuidado é pouco...

Fonte: Apple

Bom, mas como já sabem, não vou passar para o meu próximo passo neste artigo, sem referir de que se trata este dito iCloud Private Relay. É conveniente saber do que estamos a falar, e nada melhor do que a própria Apple para nos explicar:

Normalmente quando navegas na web, as informações contidas no teu tráfego, tais como os teus registos DNS (Domain Name System – digamos que é a lista telefónica da Internet) e teu endereço IP (Internet Protocol), podem ser vistas pelo teu ISP (Internet Service Provider - fornecedor de rede) e pelos websites que visitas.

Estas informações podem ser utilizadas para determinar a tua identidade e construir um perfil da tua localização e o teu histórico de navegação ao longo do tempo.

O iCloud Private Relay foi concebido para proteger a tua privacidade, assegurando que quando navegas na web através do Safari, ninguém - nem mesmo a Apple - pode ver tanto quem és, como os websites estás a visitar. Quando o Private Relay está activado, os teus pedidos são enviados através de dois retransmissores (relays) de Internet separados e seguros. O teu endereço IP é visível para o teu ISP e para o primeiro retransmissor, que é operado pela Apple. Os teus registos DNS são então encriptados, pelo que nenhuma das partes consegue ver o endereço do website que estás a visitar. O segundo retransmissor, que é operado por um fornecedor de conteúdos de terceiros, gera um endereço IP temporário, desencripta o nome do sítio web que solicitaste e liga-o ao sítio.

Chama-se a isto arquitetura Dual-hop, muito bem ilustrada pela empresa da maçã:

Fonte: Apple

Se quiseres aprofundar este tema, a Apple tem um documento bastante interessante, ao qual podes aceder aqui.

Na realidade, podes considerar o iCloud Private Relay enquanto o VPN proprietário da Apple. Mas só se estiveres a utilizar o Safari. Utilizando outro browser, esquece tudo o que disse atrás.

E esquece também a ideia de contornar o geo-blocking, ou seja, de poderes escolher o IP de outro país para navegar na Internet. Embora assegure a tua privacidade, a Apple mantém-te identificado como alguém que está em Portugal. Estratégia de vendas e combate à fraude. Pontos válidos, mas inviáveis para quem pretende aceder a conteúdos só disponíveis nos Estados Unidos, por exemplo, nas plataformas de streaming.

Portanto, um Private Relay é muito interessante, mas, dependendo das necessidades do utilizador, poderá ser uma solução curta.

O que torna uma VPN mais apelativa, relativamente a um Private Relay?

Ambas encriptam o teu endereço IP, atribuindo-te outro temporário. Mas fica-se por aí. Logo para começar, uma VPN consegue efetivamente contornar o geo-blocking.

Fonte: Surfshark

Mas vamos ver mais algumas vantagens:

  • Kill Switch: assegura que o seu dispositivo não regressará à sua ligação padrão à Internet, se a ligação VPN cair subitamente;
  • Proteção contra fugas DNS: atua de modo a travar falhas de segurança que permitem que as solicitações de DNS sejam reveladas aos servidores DNS do ISP;
  • Ofuscação: permite-te ligares-te a uma VPN, mesmo em ambientes fortemente restritivos, evitando que saibam que a estás a utilizar;
  • Encriptação de dados: os teus dados são encriptados de modo que, mesmo que sejam intercetados por alguém, não conseguem ser lidos, graças à codificação aplicada.
Fonte: Tech Quintal

Portanto, se já és um assinante do iCloud+, considera o teu Apple Private Relay enquanto algo que se assemelha a uma VPN gratuita. Se quiseres uma proteção incrementada, capaz de te oferecer um pacote adicional, mas muito relevante, de benefícios, terás que considerar o uso de uma VPN de nível Premium. É que, pode não parecer, mas os add-on’s que estas VPN incluem, podem ser providenciais na proteção dos teus dispositivos.

Uma rápida passagem pelas funcionalidades extra de uma VPN de qualidade

Para além das quatro funcionalidades que te apresentei acima, todas elas disponíveis na maioria dos serviços VPN colocados do mercado, cada empresa investe os seus recursos nos add-on’s que considera mais adequados para te garantir a melhor proteção possível quando estás conectado, chegando mesmo a criar as suas próprias ferramentas proprietárias. Vamos ver alguns exemplos:

  • Bloqueador de anúncios: como o nome indica, bloqueia os irritantes anúncios, incluindo os que são portadores de malware (disponibilizado pela Surfshark);
  • Antivírus: parece-te estranho num Mac? Já escrevi no iFeed sobre este assunto. Lê aqui (disponibilizado pela Surfshark);
  • Nexus: incrementa a tua privacidade online, permitindo que o teu endereço IP mude dentro de uma rede sem teres que desligar a tua VPN. Para além disso, estabiliza e acelera a tua ligação VPN, tanto a nível local como internacional (disponibilizado pela Surfshark);
  • Meshnet: permite-te o acesso direto a outros dispositivos através de túneis encriptados (disponibilizado pelaNord VPN).

É difícil perspetivar a necessidade de um serviço de VPN na Apple. Mas pensa nisto: o Private Relay é um investimento ativo desta empresa. Se eles se preocuparam em tornar os nossos computadores, telemóveis e tablets mais seguros, é porque têm razões para isso.

Fonte: cibersistemas.pt

Não porque a Apple esteja a perder qualidades, mas pura e simplesmente, porque estar conectado à Internet é uma prática tão elementar como termos eletricidade, água ou gás. Já usamos a Internet para tudo nas nossas vidas, inclusivamente lidar com dinheiro, com os nossos documentos de identificação e muita outra documentação oficial. Por outro lado, os nossos hábitos de consumo também estão intimamente associados a plataformas de streaming.

E, portanto, numa dinâmica de 24/24h, 365 dias por ano, a ocasião faz o ladrão. Há mentes absolutamente brilhantes por aí com intenções, digamos que, oportunistas. Outras existem que se colocam do outro lado, criando defesas e promovendo a nossa proteção.

Uma VPN para o Safari? Experimenta a Surfshark

Nenhum fornecedor de VPN tem uma extensão o para Safari. Mas isso não quer dizer que não seja possível utilizares este browser sem estares protegido. E quando estou a falar do Safari, incluo, obviamente o iOS, para além do macOS. Portanto, todos os dispositivos Apple estarão seguros, porque a Surfshark é compatível com todos eles.

Fonte: TechRadar

O preço, obviamente, conta. Por um valor mensal reduzido, não apenas terás acesso a toda a proteção que uma VPN te oferece, mas também aos add-on’s que apresentei acima, bem como a ligações ilimitadas em simultâneo.

Enfim, experimenta por ti mesmo e tira as tuas próprias conclusões. Estar seguro é fundamental, num mundo em que a nossa exposição é constante, quer queiramos, quer não. A não ser que deixes de utilizar todos os teus dispositivos e adiras à comunicação por sinais de fumo.

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