O sucesso do MacBook Neo está a criar um dilema para a Apple, uma vez que os custos de produção estão a escalar, e a empresa pondera várias formas de responder. Quais? Desde eliminar a configuração mais barata até introduzir novas cores para suavizar um eventual aumento de preço.
Como sabes, o MacBook Neo chegou ao mercado com um preço base de 699€ em Portugal, tornando-se rapidamente um fenómeno de vendas que ultrapassou todas as expectativas da empresa de Cupertino, e até dos concorrentes. Face à procura, a empresa terá instruído os seus fornecedores a prepararem capacidade de produção para 10 milhões de unidades, o dobro do objetivo inicial de 5 a 6 milhões. E claro, as estimativas de envio em vários países situam-se atualmente entre duas a três semanas.
Para satisfazer este novo objetivo de produção, a Apple precisa de uma nova fornada de processadores A18 Pro da TSMC. O problema é que o stock inicial dos mesmos já se esgotou pelas encomendas iniciais, e a TSMC tem pouca capacidade disponível em processo de 3nm, uma vez que os clientes de inteligência artificial estão a absorver grande parte da produção disponível. Aliás, tudo está em “fila de espera” dada a procura por processadores relativos à inteligência artificial.

Porém, há ainda uma agravante, que é o facto dos processadores utilizados na primeira versão do MacBook Neo serem versões binned – ou seja, processadores que foram reaproveitados com um dos seis núcleos da GPU desativado. Uma nova linha de produção resultará em processadores ligeiramente distintos, o que significa um custo unitário mais elevado para a Apple. A tudo isto acresce a subida acentuada dos preços de DRAM, impulsionada pela corrida à construção de centros de dados de AI, que também tem aumentado o custo total de fabrico do portátil.
Logo, num primeiro cenário, uma das respostas que a Apple está a ponderar é a eliminação pura e simples da configuração base de 256GB a 699€. Esta medida faria subir o preço de entrada efetivo do Neo para 799€ (o modelo de 512GB), sem que o preço de nenhuma configuração “aumentasse” por si só. Não seria a primeira vez que a Apple recorre a esta estratégia. Afinal, a Apple eliminou a configuração base de 256GB do Mac mini na semana passada, deixando como versão inicial disponível para compra aquela que já traz 512GB de SSD.
Mas, se for necessário tomar outras medidas e equacionar outro cenário, talvez a a Apple decida não eliminar a configuração mais acessível, mas considerar a introdução de novas cores para o MacBook Neo. Isto para manter o entusiasmo dos consumidores caso os custos acabem por ser repercutidos no preço final. Atualmente, o Neo está disponível em Cítrico, Rosado, Índigo e Prateado, mas a Apple ainda não terá definido que novas tonalidades poderiam integrar a gama.
Esta estratégia faz sentido no contexto de mercado, muito por via do apelo visual que o Neo tem, e que tem sido um dos seus maiores trunfos junto do público jovem. Ora, novas cores representam um incentivo concreto à compra, independentemente de uma eventual subida de preço.
Finalmente, para além dos desafios imediatos, de acordo com os mais recentes rumores, espera-se que o MacBook Neo 2 venha equipado com uma versão singular do A19 Pro, o mesmo que encontramos nos iPhone 17 Pro. Tendo em conta o enorme sucesso de vendas da primeira geração, que segundo Tim Cook registou "a melhor semana de lançamento de sempre entre novos utilizadores de Mac", a pressão para lançar o Neo 2 mais cedo do que o previsto é real.