Após a parte 1 deste teste cego, espero que tenhas ficado curioso com a pergunta que te coloquei: Quais as fotos que foram tiradas com a Sony a6600?

A resposta é: Todas as fotos da direita na parte 1!

As fotos da esquerda são do iPhone 11 Pro Max.

Vamos então analisar um pouco das diferenças e perceber se foram essas que te levaram a seleccionar as fotografias da direita como sendo da Sony a6600.

Pegando na primeira fotografia, percebemos que o Night Mode do iPhone 11 Pro Max torna tudo um pouco mais quente, dai o tom amarelado. Uma característica deste modo, neste modelo, e que foi melhorada no iPhone 12 Pro. A fotografia da Sony também tem menos ruído e menos artefactos, especialmente se fizermos zoom. Mas também não seria de esperar outra coisa, pois tem um sensor muito maior.

Na segunda fotografia, tirada durante a noite, a que provém do iPhone tem um maior ruído e a perda de detalhe é ainda maior, especialmente nos pilares da ponte. Mais uma vez, um tom mais amarelado na foto do iPhone 11 Pro Max.

Também era a categoria mais difícil para o iPhone brilhar, visto ter um sensor muito pequeno. Óbvio que o processamento computacional do A13 Bionic ajuda, mas aqui o iPhone sofre muito. Independentemente disso, é de um enorme valor ter esta característica e revela o quão avançada está a fotografia num smartphone.

Abordando agora o modo retrato, onde no iPhone o seu maior desafio é obter um recorte perfeito em volta do sujeito em foco.

Na primeira fotografia, vemos uma inconsistência de foco e desfoque, pois é um cenário bastante complicado e que baralhou o processamento do iPhone. Na Sony, está tudo um pouco mais harmonioso. Destaque para o efeito “bokeh” mais carregado no iPhone.

Na segunda fotografia, o iPhone melhorou na consistência mas o recorte continua a ser a sua maior dificuldade. A Sony, como seria de esperar, conseguiu um bom recorte. Uma situação bem difícil para o iPhone. Não está perfeito mas está OK.

Analisando a fotografia dos gatos, aqui o iPhone já obteve um resultado muito bom para um smartphone. A fotografia da esquerda apenas tem um pequeno defeito nas costas do gato da frente não estão bem recortadas, mas de resto muito bom. Destaque para as cores mais naturais e quentes por parte do iPhone vs um perfil mais frio da Sony.

Nas últimas quatro fotos, onde procurei captar uma paisagem, destaque para o HDR do iPhone onde podemos ver um céu azul. O processamento do iPhone é notório, algo que a Sony não tem e oferece uma fotografia mais linear e não tão viva como a do iPhone.

Com isto, quero dizer que a melhor câmara é a que temos connosco. Hoje em dia os smartphones já estão em um nível, em que facilmente dispensamos uma máquina. Óbvio que se procuramos um nível de maior detalhe ou um ambiente mais profissional, provavelmente vamos precisar de uma máquina mas para um ambiente mais descontraído e redes sociais um smartphone é mais que suficiente. Apontar, tirar e partilhar! É a magia dos smartphones.

Espero que tenhas gostado deste artigo e lembra-te:

O limite está na tua criatividade.