UE quer baterias removíveis nos smartphones. iPhone é exceção

UE quer baterias removíveis nos smartphones. iPhone é exceção

A União Europeia está a avançar com novas regras que podem obrigar as fabricantes a tornar as baterias dos smartphones “facilmente removíveis”, num passo pensado para facilitar reparações e reduzir o lixo eletrónico. Na prática, isto representa uma mudança importante no design dos equipamentos vendidos no mercado europeu, com entrada em vigor prevista para 2027.

O grande destaque, porém, é que o iPhone não deverá ser afetado, para já, graças a uma possível exceção prevista no enquadramento regulatório, sobretudo para modelos com elevada resistência à água e com exigências técnicas mais apertadas. Ou seja, embora a regra siga em frente para muitas fabricantes, a Apple poderá continuar a vender iPhones com bateria não removível no formato atual, pelo menos nesta fase.

A ideia da UE é simples e passa por tornar mais fácil substituir baterias gastas sem depender de processos complexos ou assistência técnica pesada. Isto pode prolongar a vida útil dos equipamentos e ajudar a reduzir o descarte prematuro estando ainda funcionais.

Porém, o aspeto crucial a reter aqui são os ciclos de bateria. Os iPhones mais atuais - desde o iPhone 15 -, por exemplo, suportam tipicamente 80% da capacidade original após 1000 ciclos de carregamento completo, o que equivale a vários anos de uso intensivo. Esta durabilidade é o que consta como "mínimo obrigatório" nos documentos de suporte legal a esta nova imposição da União Europeia.

Dessa forma, equipamentos como esse, ou mais recentes ainda - bem como os que poderão ser lançados no futuro pela Apple - não deverão ter problema algum em cumprir esse requisito.

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Assim, a legislação deixa margem para exceções e a Apple, e outras fabricantes Android, podem beneficiar disso. Pelo menos, enquanto a União Europeia mantiver os requisitos de durabilidade assinalados.

Esta decisão encaixa numa tendência maior da União Europeia para impor padrões mais sustentáveis e menos descartáveis à indústria tecnológica. Já se viu algo semelhante com o USB-C, que obrigou a Apple e outras marcas a uniformizar portas de carregamento no mercado europeu. Agora, a discussão passa da porta para o interior do telefone.

Em resumo, a UE quer telemóveis mais fáceis de reparar, mas o iPhone deverá ficar de fora desta obrigação por agora, graças à sua robustez em ciclos de bateria e design selado.