iServices assinala o Dia da Terra com um alerta sobre o desperdício tecnológico

iServices assinala o Dia da Terra com um alerta sobre o desperdício tecnológico

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Terra — e, num mundo cada vez mais dependente da tecnologia, há um problema silencioso a crescer a um ritmo preocupante: o lixo electrónico. E não, a solução não passa apenas por reciclar mais — passa, sobretudo, por consumir melhor e prolongar a vida útil dos equipamentos que já temos. De acordo com o Global E-waste Monitor 2024, publicado pela UNITAR e pela ITU, o mundo gerou cerca de 62 milhões de toneladas de resíduos electrónicos em 2022 e poderá atingir os 82 milhões de toneladas em 2030. O mais preocupante é que este tipo de lixo está a crescer a um ritmo cinco vezes superior ao da reciclagem documentada, o que evidencia um desequilíbrio claro entre o que produzimos e aquilo que conseguimos efetivamente reaproveitar.

Por trás de cada novo dispositivo existe um impacto ambiental significativo que muitas vezes passa despercebido. Produzir um único smartphone implica, em média, cerca de 12 mil litros de água, a emissão de aproximadamente 50 kg de CO₂ equivalente e a mobilização de perto de 80 kg de recursos naturais. Estes dados, baseados em análises de ciclo de vida de entidades como a ADEME e o Fraunhofer Institute, mostram que o verdadeiro custo da tecnologia começa muito antes de a colocarmos nas mãos. É precisamente por isso que prolongar a vida útil dos equipamentos se torna uma das decisões mais eficazes do ponto de vista ambiental.

Neste Dia Mundial da Terra, a iServices reforça que existem escolhas simples que podem fazer a diferença: proteger melhor os equipamentos, intervir cedo perante sinais de desgaste, substituir componentes críticos quando ainda faz sentido técnico e considerar equipamentos recondicionados como uma alternativa viável à compra de novos. Em muitos casos, prolongar a vida útil começa precisamente antes da substituição automática, com pequenas decisões que evitam desperdício prematuro.

Na prática, isso pode passar por trocar a bateria de um smartphone ou computador quando a autonomia começa a falhar, em vez de optar logo por um equipamento novo, utilizar capas e películas de proteção para reduzir o risco de danos físicos, fazer manutenção atempada sempre que surgem sinais de falha — como problemas no carregamento, ecrãs danificados ou falhas de som — e, claro, considerar a reparação ou a compra de equipamentos recondicionados como alternativa mais sustentável. Estas medidas não só reduzem o impacto ambiental como também representam, muitas vezes, uma poupança significativa para o consumidor.

Os números ajudam a perceber o impacto real destas práticas. Só em 2025, a iServices realizou mais de 184 mil reparações, mais de 30 mil intervenções técnicas e processou cerca de 145 mil equipamentos recondicionados. No total, mais de 360 mil dispositivos electrónicos tiveram a sua vida útil prolongada, evitando assim o seu descarte como lixo electrónico. Aplicando rácios médios conservadores de ciclo de vida a este universo, estima-se que estas ações tenham prevenido cerca de 72 toneladas de resíduos electrónicos, permitido uma poupança de aproximadamente 4,32 mil milhões de litros de água, evitado mais de 18 mil toneladas de emissões de CO₂ equivalente e preservado mais de 28 mil toneladas de recursos naturais.

Embora a reparação e o recondicionamento não resolvam sozinhos o problema global do lixo electrónico, continuam a ser das intervenções mais diretas, acessíveis e mensuráveis para travar a substituição prematura de equipamentos. Neste Dia Mundial da Terra, a mensagem é clara: proteger melhor, reparar mais cedo, substituir apenas quando necessário e considerar alternativas como os recondicionados são decisões concretas que ajudam a prolongar a vida útil da tecnologia e a reduzir a pressão sobre os recursos do planeta.