Tudo indica que o primeiro iPhone dobrável da Apple poderá chamar-se iPhone Ultra e assumir-se como o modelo mais ousado, exclusivo e caro de sempre da marca da maçã. Entre rumores sobre design, hardware, software e preço, já é possível traçar um retrato bastante claro daquilo que poderá estar a caminho.
Durante muito tempo, o nome mais falado foi “iPhone Fold”, mas a designação “iPhone Ultra” tem ganho cada vez mais força. A escolha encaixa na lógica recente da Apple, que tem reservado o nome Ultra para produtos mais ambiciosos e posicionados no segmento premium. E, aliás, deverá acontecer igualmente com um novo tipo de MacBook, os MacBook Ultra.
Voltando ao iPhone, ao que tudo indica, este equipamento deverá chegar como uma proposta distinta do resto da gama iPhone, não apenas por “dobrar” em partes iguais, mas também por representar uma nova visão para o futuro da linha. Há mesmo indicações de que poderá ser lançado numa fase semelhante à da família iPhone 18 Pro, embora a chegada às lojas possa acontecer um pouco mais tarde devido à complexidade de fabrico.

Design dobrável e ultrafino
Os rumores apontam para um formato em estilo livro, e não para um dobrável tipo concha. Isto significa que, ao abrir, o iPhone Ultra deverá oferecer uma área de utilização mais próxima da de um pequeno tablet, aproximando-se da experiência de um iPad mini. Porém, algo “quase” confirmado, é que terá um aspeto mais wide que os Folds que temos visto até aqui. Ou seja, quando fechado, é mais “quadradão” e menos retangular.

Como não poderia deixar de ser, fala-se num corpo extremamente fino, com construção em materiais premium e um foco muito claro na leveza e na sofisticação. Algumas fugas sugerem estrutura em titânio, partes internas em alumínio e um perfil tão fino que poderá tornar-se um dos equipamentos mais impressionantes da Apple em termos de engenharia.

As imagens que têm surgido mostram ainda um módulo traseiro com duas câmaras, laterais retas, cantos arredondados e uma estética minimalista. Há também referências a um acabamento branco, o que sugere que a Apple poderá apostar em cores discretas e elegantes para sublinhar o posicionamento do produto.
Ecrãs e experiência de utilização
Um dos pontos mais importantes deste iPhone dobrável deverá ser o ecrã interior. Os rumores falam num painel com cerca de 7,8 polegadas quando aberto e num ecrã exterior à volta das 5,5 polegadas, permitindo usar o dispositivo tanto fechado como aberto sem comprometer demasiado a experiência.


Imagem AppleTrack
A grande ambição parece estar na redução quase total do vinco visível no centro do ecrã. Isso seria “ouro sobre azul”, e faria deste um equipamento distinto de todos aqueles que foram apresentados por empresas concorrentes até ao momento presente. Na prática, este formato poderá servir bem para multitasking – algo que terá de ter uma ajuda do iOS –, leitura, navegação, vídeo e produtividade leve, oferecendo mais versatilidade do que um iPhone tradicional sem entrar totalmente no território de um tablet.
Câmaras, desempenho e biometria
Apesar do nome Ultra sugerir máximos em todas as áreas, a fotografia poderá trazer alguns compromissos. E é aqui que alguns consumidores poderão deixar de olhar para o Ultra da mesma maneira. Os rumores indicam um sistema traseiro com duas câmaras de 48MP, uma principal e uma ultra grande angular, mas sem teleobjetiva dedicada. Isso significa que o iPhone Ultra poderá não substituir totalmente um Pro Max para quem dá prioridade absoluta ao zoom ótico.

Já do lado frontal, caso venhas a necessitar, contarás com a câmara de 18MP presente nos modelos atuais. Porém, se este Ultra funcionar como outros Fold do mercado, deverás poder usar as câmaras principais voltadas para ti quando usares o equipamento aberto, se preferires.
Por outro lado, no interior, espera-se um processador de nova geração, 12GB de RAM e uma bateria acima da média habitual dos iPhone. O objetivo deverá ser garantir fluidez, boa gestão de multitarefa e autonomia suficiente para alimentar dois ecrãs num corpo extremamente fino.
Outro detalhe curioso é a possibilidade de o Touch ID regressar através de um sensor integrado no botão lateral. Em vez de Face ID, a Apple poderá optar por esta solução devido às limitações de espaço impostas pelo design dobrável e pela necessidade de simplificar a arquitetura interna.

Software, preço e posicionamento
Como referido anteriormente, a acompanhar este novo formato, o iOS 27 deverá receber adaptações pensadas para tirar partido do ecrã dobrável. Fala-se em multitasking com aplicações lado a lado, interfaces mais próximas do iPad e uma utilização mais flexível quando o equipamento estiver aberto.

No preço, tudo aponta para um valor muito elevado. As estimativas atuais colocam o iPhone Ultra acima da fasquia dos 2000€, o que o transforma automaticamente num produto de nicho, pensado para quem quer ter o máximo da inovação da Apple logo na primeira geração.
No fundo, o iPhone Ultra não deverá ser “só mais um” iPhone, mas uma nova categoria dentro do ecossistema Apple. Se a marca conseguir combinar um design convincente, um ecrã dobrável sem grande vinco, bom software e autonomia sólida, poderá finalmente entrar no mercado dos dobráveis com uma proposta capaz de definir tendência. Mas, até haver apresentação oficial, continua tudo no campo dos rumores, mesmo que alguns já pareçam bastante consistentes.