Os recondicionados continuam a conquistar espaço em Portugal, mas ainda estão longe de ser uma escolha óbvia para muitos consumidores. Apesar do interesse crescente, a verdade é que grande parte dos portugueses continua a olhar para este mercado com alguma desconfiança. A iServices acredita que a chave para mudar este cenário passa por algo simples: confiança.
Os dados mais recentes mostram precisamente isso. Um estudo da DECO PROteste, divulgado no início de 2026, revela que apenas 38% dos portugueses já comprou um equipamento recondicionado. Ao mesmo tempo, existe ainda uma fatia considerável da população que desconhece completamente este segmento, com 12% dos inquiridos a admitir nunca ter ouvido falar deste tipo de produto.
Curiosamente, quem já deu uma oportunidade aos recondicionados tende a ficar satisfeito. Ou seja, o problema parece não estar na experiência de utilização, mas sim no momento da decisão de compra.

Outro estudo, desta vez do Observador Cetelem, ajuda a perceber melhor o que trava os consumidores. O preço continua a ser um fator decisivo, com mais de metade dos portugueses a considerar que um recondicionado só vale realmente a pena se custar pelo menos 30% do que um equipamento novo. Ainda assim, o maior bloqueio continua ligado à confiança na qualidade e durabilidade dos dispositivos.
É precisamente aqui que a iServices quer destacar-se da concorrência. A empresa portuguesa afirma ter ultrapassado os 150 mil equipamentos recondicionados em 2025 e aposta fortemente num processo técnico rigoroso, onde cada dispositivo passa por vários testes e validações antes de voltar ao mercado.
A estratégia da marca passa também por aproximar a experiência de compra de um recondicionado à de um equipamento novo. Todos os produtos incluem 3 anos de garantia, algo que pretende reduzir o receio associado a este tipo de compra e transmitir maior segurança ao consumidor.
Além disso, a empresa destaca ainda as cerca de 90 mil avaliações registadas no Trustpilot, onde mantém uma classificação média de 4,8 em 5.

Enquanto isso, o potencial deste mercado continua enorme. Segundo um estudo da Fraunhofer Austria, os portugueses têm cerca de 16,2 milhões de smartphones parados em gavetas. Destes, mais de 5 milhões poderiam ser recondicionados e reutilizados sem grandes dificuldades.
Para tentar acelerar esta mudança, a iServices aposta também em programas de retoma, incentivando os consumidores a entregarem equipamentos antigos em troca de valorização imediata.
Bruno Borges, CEO da iServices, acredita que os recondicionados já deixaram de ser vistos apenas como uma solução económica. “Hoje são, sobretudo, uma decisão racional, económica e ambientalmente responsável”, afirma o executivo, defendendo que o crescimento do setor dependerá sobretudo da confiança que as marcas conseguirem transmitir aos consumidores.
“Os equipamentos recondicionados deixaram de ser uma alternativa de nicho. Hoje são, sobretudo, uma decisão racional, económica e ambientalmente responsável. Mas só serão uma escolha massificada quando os consumidores confiarem no produto, no processo e em quem o vende. E a confiança constrói-se com provas. Na iServices, damos 3 anos de garantia em todos os equipamentos recondicionados, precisamente para que o consumidor saiba que pode comprar com segurança e previsibilidade. É assim que esta categoria passa de alternativa para escolha principal.”
Tudo indica que o mercado português dos recondicionados continua a crescer. No entanto, mais do que preços baixos, será a transparência, o suporte pós-venda e as garantias oferecidas pelas empresas que poderão convencer os portugueses que ainda continuam reticentes.