MacBook Air M2 - Parem de implicar com o modelo base!

Parece-me que entrámos numa espiral de negatividade, que não tem fim à vista. Espiral conveniente para alguns... E isto, isto é RÍDICULO!

Das coisas que mais me irritam hoje em dia no mundo da Tecnologia é a importância que se dá aos benchmarks. Resultados que na grande maioria das vezes não significam nada. O caso do novo MacBook Air M2 ter um desempenho do SSD abaixo dos modelos M1 fez-me pensar. Fez-me pensar no quão errado todos estes vídeos e artigos estão, ao dar importância a algo que... Não tem realmente importância!

Acreditem. Tenho estado a testar a nova máquina da Apple desde o seu lançamento, na sexta-feira, e em momento algum notei lentidão no modelo base que tanto se fala, seja a transferir ficheiros, seja até no uso da máquina no geral. E já agora, muito menos aquecimento do chassis do computador, que muitos acusam por causa do processador ser mais poderoso.

Parece-me que entrámos numa espiral de negatividade, que não tem fim à vista. Espiral conveniente para alguns... E isto, isto é RÍDICULO!

Que o computador é caríssimo? É. Se não faz sentido a Apple ter feito downgrade ao SSD? Não faz, nenhum mesmo. Mas se a diferença é notória e piora a experiência do computador? Não! Para aquilo a que se propõe o MacBook Air, esse downgrade não é importante.

Importante seria se estivessemos a falar de um downgrade na qualidade dos materiais do chassis, da resolução do ecrã, ou até no desempenho geral da máquina numa redução de núcleos da CPU ou GPU. Mas não. Nada há a apontar!

Por muito que tentem argumentar com este ou aquele workflow, usando realmente o computador para aquilo a que ele se propõe, nomeadamente navegação no Safari, Emails, processamento de texto, ver umas séries ou vídeos no YouTube, ele é mais que suficiente. E, acreditem, que para vos dizer isto é porque o tenho testado do mais básico ao limite. E o limite, por exemplo, estamos a falar de edição de vídeo. Este modelo não é feito para isso e nem aí me desapontou.

Acham mesmo que a Apple ia arriscar lançar algo que fosse deitar por terra a imaculada imagem do seu computador mais popular? Não faz sentido. E os testes provam que não estou enganado.

Sei que provavelmente os títulos sensacionalistas dominam o vosso feed, no YouTube, no Facebook, Twitter, ou até no Google News. Que a tentação para me descompor daqui a bocado nos comentários provavelmente também é muita. Mas aquilo que vos passa pelos olhos são verdadeiros caça-cliques, permitam-me avisar-vos.

Porque, na realidade, aquilo que venho a verificar com os testes efetuados é que o modelo base do MacBook Air não é o bicho de sete cabeças que todos andam a julgar. Não existe aqui o bicho papão da lentidão. Assim como o da tostadeira que insinuam que ele é.

Para os reviewers profissionais, só tenho a dizer isto: Parem de tornar mais difícil e desinformada a escolha dos vossos seguidores. Não se baseiem apenas em specs ou números para descompor um produto ou para terem números nos vossos conteúdos. Testem os produtos! Testar, sabem o que significa?! Testar não é limitarmo-nos a um benchmark. É usar realmente o produto. Dar-lhe uso em tarefas reais, que sabem que se adequa ao público-alvo do produto.

E isto não se trata de defender a Apple. A Apple não precisa de ser defendida. Trata-se de ser realista.

Para quem chegou comigo ao final do texto e anda de olho no novo MacBook Air, se tal como eu não tens nem metade do armazenamento do Mac preenchido, não gastes dinheiro desnecessariamente num upgrade que não te vai servir de nada. Poupa esse dinheiro, conselho de amigo. Não vás na conversa dos números. Númeres não passam disso, de números.

O MacBook Air com 8GB de RAM e 256GB de armazenamento é mais que suficiente para a grande maioria das pessoas - o comum consumidor.

Mas claro, mesmo sendo comuns consumidores não significa que o uso que fazemos do armazenamento de um computador seja igual e para isso existem as diversas opções de armazenamento para upgrade - até 2TB. Para aqueles que vivem no limite do armazenamento, aí sim, faz sentido o upgrade. Caso contrário não faz sentido fazer upgrade para não se sentir uma lentidão - que não existe para aquilo que a máquina está destinada.